A Polícia Militar Ambiental (PMA) divulgou nesta quarta-feira (4) o balanço final da Operação Piracema 2025–2026, ação de fiscalização intensiva que teve início em 5 de novembro de 2025 e se estendeu até 28 de fevereiro de 2026 nos rios de Mato Grosso do Sul. O foco da operação foi coibir a pesca predatória e proteger o período reprodutivo dos peixes, ciclo biológico conhecido como piracema, em que a atividade pesqueira é restrita para garantir a sustentabilidade e a biodiversidade das populações aquáticas.
No total, as equipes da PMA realizaram fiscalizações em pontos georreferenciados considerados estratégicos, com abordagens terrestres e aquáticas, monitoramento do pescado e repressão direta a condutas ilegais. Como resultado dessas ações, seis pessoas foram presas em flagrante, e um mandado de prisão foi cumprido ao longo do período de defeso.
Além das prisões, a PMA lavrou 15 autos de infração ambiental contra infratores da legislação pesqueira, que somaram R$ 33.749,00 em multas aplicadas, valor que reflete as penalidades previstas para quem desrespeita as normas de proteção ambiental durante a piracema. No âmbito das apreensões, os policiais ambientais retiraram de circulação diversos materiais utilizados para a prática ilegal, incluindo cinco armas de fogo, dez munições e quatro armas brancas, além de centenas de equipamentos de pesca proibidos, como carretilhas, caniços, redes, anzóis de galho e tarrafas, além de duas embarcações utilizadas sem autorização.
A fiscalização também abrangeu o controle da cadeia do pescado, com a PMA vistoriando 3.202,3 kg de pescado e apreendendo um freezer utilizado para armazenamento irregular de peixes. Essas medidas visaram coibir não apenas a pesca ilegal, mas também o transporte e comercialização de pescado sem a devida documentação e inscrição.
Segundo a corporação, os resultados da operação refletem o compromisso institucional com a proteção dos recursos naturais, a responsabilização de infratores e a promoção de uma cultura de uso sustentável dos rios sul-mato-grossenses. A piracema é considerada um dos períodos mais críticos para a fauna aquática, pois a interferência humana pode comprometer e muito a renovação dos cardumes e o bom funcionamento do ecossistema.
Com o encerramento da Piracema e a liberação das atividades de pesca, a PMA reforça que a continuidade da fiscalização e o cumprimento das normas ambientais seguem sendo essenciais para assegurar a conservação dos ecossistemas aquáticos e a manutenção da atividade pesqueira de forma responsável no estado.
Fonte: Redação Raiz, com informações de PMA e Jornal da Nova | Imagens: Polícia Militar Ambiental/Divulgação
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