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Segunda-feira, 20 de Abril 2026
Gêmeos são condenados por homicídio qualificado ocorrido em 2024 em Batayporã

Justiça

Gêmeos são condenados por homicídio qualificado ocorrido em 2024 em Batayporã

Segundo as investigações, os irmãos atearam fogo na casa da vítima após a execução; penas ultrapassam 21 anos

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Dois irmãos gêmeos, identificados como Hiago Santos Maio e Higor Santos Maia, de 24 anos, foram condenados pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de Rafael Miguel Souza Gonçalves, de 40 anos, ocorrido em 2024, no município de Batayporã. A decisão foi proferida nesta semana e reconheceu a prática de homicídio qualificado, após análise das circunstâncias em que o crime foi cometido e da atuação direta dos réus.

De acordo com a denúncia, o homicídio aconteceu na noite de 13 de fevereiro daquele ano. A vítima foi morta em uma ação considerada premeditada e executada de forma a dificultar qualquer possibilidade de defesa, elemento que fundamentou a qualificadora acolhida pelos jurados durante o julgamento.

Um dos principais agravantes reconhecidos no caso foi o comportamento dos autores após o assassinato: os irmãos atearam fogo na residência onde o crime ocorreu. A conduta foi interpretada como tentativa de ocultar provas e dificultar a investigação policial, além de evidenciar maior frieza e desprezo pela vítima, fatores que aumentam significativamente a reprovabilidade penal.

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Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acatou a tese do Ministério Público, entendendo que houve intenção clara de matar e que os réus agiram de maneira coordenada. A dinâmica do crime, somada ao incêndio provocado na sequência, reforçou o entendimento de que se tratava de um homicídio qualificado, e não de um crime cometido em circunstâncias isoladas ou impulsivas.

Na fixação das penas, que ultrapassam 21 anos de reclusão para cada um, o juiz levou em consideração a gravidade concreta do delito, o modo de execução, o incêndio como circunstância agravante e o grau de participação individual de cada acusado. Ambos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

O caso teve forte repercussão na época dos fatos e mobilizou forças de segurança para localizar os suspeitos, que chegaram a ser considerados foragidos antes de serem presos. Com a condenação, o processo segue agora para eventual fase recursal, mas a decisão do júri reforça o rigor na punição de crimes cometidos com violência extrema e tentativa de ocultação de vestígios.

Com informações de Jornal da Nova | Foto: Redes Sociais/Reprodução

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William Durães Mendes

Publicado por:

William Durães Mendes

William tem formação na área de Comunicação Social e passagens por rádios como Educativa 104 e Segredo FM, além de atuação nas artes cênicas.

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