Um médico foi detido pela Polícia Militar na manhã da última quinta-feira (12) em Nova Alvorada do Sul, região central de Mato Grosso do Sul, após soltar um cão da raça pitbull em frente a uma escola no momento em que os alunos chegavam para o início das aulas. Segundo relatos de moradores e relatos policiais, o animal, que estava sem controle, provocou pânico entre estudantes, pais e funcionários, forçando alguns a se afastarem rapidamente do portão da instituição para evitar possíveis ataques. A ação foi registrada por testemunhas e gerou grande mobilização das forças de segurança.
Ao ser abordado pelos policiais militares, o profissional, cuja identidade ainda não foi oficialmente divulgada, teria reagido de forma hostil à presença da equipe. Conforme boletins de ocorrência, ele teria proferido ameaças contra os agentes, afirmando que “não atenderia mais” os militares no hospital público onde atua caso fosse levado preso ou queixas fossem registradas contra ele. A declaração, segundo os PMs, fez parte de um confronto verbal que antecedeu a sua detenção.
As circunstâncias que levaram o médico a soltar o pitbull ainda são objeto de investigação. Algumas testemunhas afirmaram que o profissional estaria tentando provar alguma teoria ou “teste de coragem”, mas autoridades policiais descartaram essa versão preliminar, reforçando que o ato representou risco direto à segurança de crianças e adolescentes que se preparavam para acessar a escola. As autoridades reforçam que deixar um cão de grande porte solto, especialmente em área escolar, configura omissão de cautela e potencial perigo público.
A diretriz de segurança das instituições de ensino prevê que animais sejam mantidos sob controle rigoroso em vias públicas e que qualquer episódio envolvendo risco à integridade de alunos seja imediatamente comunicado às autoridades competentes. Em casos anteriores no Brasil, pitbulls soltos em áreas urbanas já foram responsáveis por ataques ou pânico em comunidades, o que contribui para maior atenção das forças de segurança em ocorrências dessa natureza.
Após a prisão, o médico foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Nova Alvorada do Sul, onde deverá responder por putativa exposição de risco de crianças, desacato e ameaça a agentes públicos. A Polícia Militar informou que o inquérito seguirá sob análise da autoridade policial, que também poderá solicitar perícias e depoimentos para esclarecer a motivação e a possível punição pelo episódio. A direção da escola, em nota, disse que nenhum aluno ficou ferido e que as aulas foram normalizadas após a retirada do animal.
Fonte: Redação Raiz, com informações de Top Mídia News | Imagem: Reprodução/Folha da Cidade
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