Um homem está sendo investigado por ter violado o túmulo do próprio pai para recuperar R$ 50 que teriam sido deixados no caixão. O caso teria ocorrido em Porto Murtinho, na região oeste de Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai. A denúncia foi feita por um familiar, que percebeu, no dia seguinte ao sepultamento, que o túmulo estava violado.
Segundo relatos, o suspeito, que seria usuário de drogas, esteve presente no velório e viu o momento em que o dinheiro foi colocado junto ao corpo do pai. A violação de túmulo teria acontecido na noite do mesmo dia do sepultamento. A polícia foi acionada e foi até a casa do homem, que, num primeiro momento, negou envolvimento. Mas ao ser informado de que poderia responder criminalmente, chorou e acabou confessando ter invadido o túmulo na noite do sepultamento para pegar o valor.
O caso está sob investigação da Polícia Civil. A violação de túmulo é considerada crime no Brasil, prevista no artigo 210 do Código Penal. A pena para quem profanar ou violar sepultura, urna funerária ou local destinado a repouso dos mortos é de um a três anos de reclusão, além de multa. Se houver dano ao patrimônio ou motivação associada a outros delitos, as penalidades podem ser agravadas.
O costume de dar algum dinheiro para o defunto, ainda que não tão popular, é comum em algumas regiões do Brasil. Ele tem associação ao costume antigo do Óbulo de Caronte, que consiste em deixar uma moeda junto ao defunto, para pagar Caronte, o barqueiro da mitologia grega que conduzia as almas dos mortos através do rio Estige até o mundo dos mortos. Essa prática fazia parte das crenças funerárias em várias culturas antigas. Variações desse costume, como a de colocar uma moeda na boca do falecido para que ele revele quem foi o culpado de sua morte, seguem sendo praticadas. Não foi divulgado, no entanto, qual teria sido a razão do familiar em depositar um dinheiro junto ao falecido.
Fonte: Redação Raiz | Imagens: PMMS / Divulgação