A queda de um drone de fabricação israelense utilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) durante um treinamento militar em Campo Grande gerou prejuízo milionário e forte repercussão regional nesta terça-feira (31), após a divulgação do caso por sites especializados em defesa e aviação militar. O acidente teria ocorrido na semana passada, durante um exercício internacional realizado na capital sul-mato-grossense.
O equipamento que caiu seria um drone Hermes 900, aeronave não tripulada de fabricação israelense utilizada para missões de vigilância, reconhecimento e inteligência. O modelo é considerado de alta tecnologia, capaz de voar por longos períodos e monitorar grandes áreas, sendo empregado tanto em operações militares quanto em ações de apoio humanitário e monitoramento de fronteiras.
A queda ocorreu durante o Exercício Cooperación XI, treinamento multinacional que reúne forças aéreas de diversos países e simula operações de ajuda humanitária, resgate, transporte de suprimentos e atuação em cenários de desastres naturais. Campo Grande foi uma das bases das operações, que envolveram aeronaves, militares e equipes de vários países.
Segundo informações divulgadas por portais especializados, o drone caiu em uma área desabitada e não houve registro de feridos. As causas do acidente ainda não foram oficialmente divulgadas, e a investigação deve ficar a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão responsável por apurar ocorrências aeronáuticas no país.
O prejuízo pode ser elevado, já que o drone Hermes 900 tem valor estimado em dezenas de milhões de reais, podendo chegar a cerca de R$ 50 milhões, dependendo da configuração e dos equipamentos embarcados. A perda do equipamento levanta discussões sobre custos operacionais, manutenção e riscos envolvidos em treinamentos militares com aeronaves de alto valor.
Essa não teria sido a primeira perda desse modelo pela FAB. Outro drone Hermes 900 já havia sido perdido anteriormente durante operações relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul, o que significa que, após o novo acidente, o Brasil teria ficado com apenas uma aeronave desse tipo em operação.
A repercussão do caso ocorreu principalmente após a divulgação por sites especializados em defesa, como o AEROIN e Revista da Sociedade Militar, que apontaram o impacto financeiro da perda e a importância estratégica do equipamento para operações de vigilância e monitoramento, especialmente em regiões de fronteira e em missões de apoio a desastres naturais.
Apesar da repercussão, a Força Aérea Brasileira ainda não divulgou detalhes completos sobre o acidente até o momento, e o resultado da investigação deverá apontar se a queda foi causada por falha mecânica, erro operacional, condições climáticas ou outros fatores. Enquanto isso, o caso levanta questionamentos sobre segurança operacional e o uso de recursos públicos em equipamentos militares de alto custo.
Com informações de AEROIN e Foto: Sargento Rezende/Reprodução
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