Em cerimônia no Pentágono que marcou os 24 anos dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, o presidente americano Donald Trump concedeu a Medalha Presidencial da Liberdade ao ativista conservador assassinado na véspera. A homenagem reforçou o tom de unidade nacional em meio a tensões políticas crescentes.
Charlie Kirk foi atingido por um tiro em 10 de setembro de 2025, durante evento na Universidade Utah Valley. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu horas depois. A honraria – a mais alta concedida a civis nos Estados Unidos – foi anunciada no Pentágono, um dos epicentros dos ataques terroristas que marcaram a história americana.
Kirk, fundador do grupo Turning Point USA e aliado próximo de Trump, foi descrito pelo presidente como "um gigante de sua geração, um campeão da liberdade e uma inspiração para milhões". A cerimônia, que tradicionalmente homenageia as 2.977 vítimas dos ataques, ocorre num momento em que, mais uma vez, e justamente em razão do atentado contra Kirk, a população dos Estados Unidos debate sobre restrição de posse e porte de armas de fogo.
Cabe lembrar que Kirk era radicalmente contra mudanças nas regras para aquisição de armas nos Estados Unidos. Em uma de suas declarações mais resgatadas nos últimos dias, estava uma em que ele dizia: "Creio que vale a pena pagar o preço, lamentavelmente, de ter algumas mortes por arma de fogo a cada ano em troca da Segunda Emenda, que protege nossos outros direitos outorgados por Deus".