O cenário jurídico em torno do Cabo Góes, da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, ganhou um novo e decisivo capítulo. Na última quarta-feira, 29 de abril, o Tribunal de Justiça do Estado (TJMS) incluiu em sua Pauta Eletrônica de Julgamento o recurso que contesta a condenação do militar. O julgamento está agendado para a próxima quarta-feira, 06 de maio de 2026.
O caso remonta a uma abordagem realizada de forma isolada pelo policial a quatro jovens que praticavam manobras perigosas e disputavam rachas em via pública. A condenação gerou repercussão nacional, com juristas e internautas debatendo as garantias fundamentais do processo penal, muitas vezes citando teses do renomado doutrinador Aury Lopes Jr.
O Cabo Goes é réu primário, possui bons antecedentes e é conhecido por sua atuação social. Cristão, é também fundador da ONG “Obstinados em Sorrisos”, iniciativa voltada a ações comunitárias, com destaque na defesa social e no combate às drogas.
Além da atuação policial e social, já participou da vida política, tendo sido candidato a vereador. À época, seu nome figurava entre os possíveis eleitos em levantamentos informais, mas a candidatura foi posteriormente retirada, conforme relatos, em meio a pressões externas.
Nas redes sociais, o julgamento ocorre em meio a um clima de desconfiança por parte de internautas, que relacionam o rigor do caso ao momento institucional do Judiciário de MS, alvo de investigações públicas recentes. Parte dos apoiadores levanta a hipótese de perseguição política, sugerindo que a condenação seria uma tentativa de barrar o crescimento de Góes no cenário eleitoral do estado.
No campo jurídico, houve mudança na defesa. O advogado Ivan Gibim Lacerda renunciou ao mandato, sendo apontadas divergências com o cliente após o resultado desfavorável nas instâncias iniciais dentro do estado de Mato Grosso do Sul. Após a renúncia, a defesa passou a ser conduzida pelo advogado Willian Frata, citado por apoiadores como um dos criminalistas de destaque em Mato Grosso do Sul. Frata, inclusive, já protocolou embargos apontando omissões e contradições na sentença anterior. Segundo manifestações atribuídas ao próprio Cabo Goes, há a intenção de levar o caso para instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal. Essa estratégia jurídica, de recorrer fora do âmbito estadual, é mencionada como um dos possíveis fatores relacionados à renúncia do advogado.
Além da farda, Cabo Góes possui um histórico que amplia a visibilidade do caso, o policial é fundador da ONG “Obstinados em Sorrisos”, focada em ações comunitárias, defesa social e combate às drogas, é conhecido por sua fé cristã e conduta de réu primário com bons antecedentes e Já foi candidato a vereador, tendo retirado sua candidatura no passado sob relatos de pressões externas. Atualmente, apoiadores o veem como um nome em ascensão para uma possível candidatura a deputado estadual.

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