A ativista Laura Cristina Garcia Brito, a Laura da Fiel Amigo, fez um intenso apelo na tarde desta quarta-feira (29) em suas redes sociais. Laura está à frente da ONG Fiel Amigo, muito conhecida em Campo Grande por seu trabalho de resgate de animais abandonados e/ou vítimas de maus tratos. A organização, porém, tem passado por momentos difíceis, conforme a ativista conta na publicação.
A situação é descrita como desesperadora, uma vez que o abrigo atingiu sua capacidade máxima e os recursos básicos estão se esgotando. Com mais de 400 animais sob sua tutela, entre cães e gatos, a ativista revelou que os estoques de alimento chegaram ao fim. No vídeo, Laura enfatiza que a busca por auxílio tem sido incessante nos últimos dias, mas o retorno da sociedade e das autoridades ainda não foi suficiente para garantir a próxima refeição dos abrigados.
Em um desabafo emocionante, Laura destacou a gravidade do momento e a angústia de ver as vasilhas vazias. “Nós abrigamos mais de 400 animais entre cães e gatos, todos resgatados do abandono e maus-tratos. E eles não têm o que comer hoje. Nada. Há dias eu estou suplicando, eu estou pedindo e não tem, não chega”, relatou a fundadora da ONG, visivelmente abalada com a escassez de doações.
Além da falta de ração, a ativista trouxe à tona a realidade financeira das organizações não governamentais para desmistificar o senso comum. Laura explicou que a Fiel Amigo não conta com verbas fixas ou subsídios governamentais para operar. “Saibam vocês, sociedade, que ONG não recebe dinheiro pra trabalhar. O nosso trabalho é voluntário, nosso trabalho é do coração, é pra salvar os seres vivos”, pontuou, reforçando que a manutenção da vida desses animais depende exclusivamente da solidariedade civil.
A publicação também serviu como uma forma de cobrança política e conscientização sobre as responsabilidades do Estado. Laura argumentou que a existência e o esforço das ONGs não anulam o dever do poder público. Segundo ela, é obrigação da prefeitura construir e manter centros de acolhimento e passagem para os animais, dividindo o peso que hoje recai quase inteiramente sobre os ombros dos protetores independentes e voluntários.
A ativista ainda aproveitou o espaço para rebater críticas de cidadãos que questionam a atuação das ONGs quando novos resgates não são realizados. Ela citou exemplos de pessoas que encontram filhotes ou animais atropelados e cobram uma intervenção imediata, sem considerar que o abrigo já está superlotado e sem insumos. “Tenho que ouvir as pessoas falarem: 'pra que que serve essas ONGs que não vêm buscar?'. Enquanto isso, nós estamos aqui com 400 animais pra alimentar”, lamentou a protetora.
O apelo encerra com um pedido direto à população e a quem se sensibiliza com a causa animal. Laura finaliza reforçando que o sofrimento causado pela fome é universal e que a ajuda não pode mais esperar. "Por favor, doe ração, porque a mesma fome que dói em nós, dói neles também. Eu suplico: doe ração para os animais da ONG Fiel Amigo", concluiu a ativista, na esperança de que a mobilização resulte em doações imediatas para manter o trabalho da organização.
Como ajudar
De acordo com a própria publicação, doações para a ONG podem ser feitas nos seguintes estabelecimentos:
Maranatha da Júlio de Castilho e Tamandaré.
Floricultura Rosas e Presentes na Coophasul
Amore Mio Per Shop e clínica veterinária na Sebastião Lima
Garpy na Mato Grosso
Também podem ser feitos depósitos bancários
Banco do Brasil 10.238.323/0001-71
Banco Sicredi 67992395176
Com informações e imagem de Redes Sociais

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