Um homem de 46 anos morreu após passar mal na noite desta quinta-feira (9), na entrada do show da banda Guns N' Roses, realizado em Campo Grande. A vítima, que trabalhava como motorista de aplicativo, estava no local vendendo água para o público quando sofreu um mal súbito nas proximidades do Autódromo Internacional, onde ocorreu o evento.
De acordo com testemunhas, o homem caiu repentinamente e foi prontamente socorrido por pessoas que estavam no local, incluindo indivíduos com conhecimento em primeiros socorros. Vídeos registrados por presentes mostram tentativas de reanimação cardiopulmonar (RCP) sendo realizadas ainda na área de acesso ao evento, antes da chegada de equipes oficiais de emergência.
A demora no atendimento médico passou a ser um dos principais pontos de questionamento após o caso. Relatos indicam que o congestionamento intenso nas vias de acesso ao Autódromo, especialmente na BR-262, dificultou significativamente a chegada do socorro. Familiares da vítima, identificado como Leandro Pereira Alfonso, afirmam que a ambulância levou mais de uma hora para alcançar o local, cenário que pode ter comprometido as chances de sobrevivência.
Em contrapartida, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, ao chegar, a vítima já estava sendo atendida por pessoas com treinamento adequado e que não seria recomendável interromper o procedimento de reanimação em andamento. A corporação também destacou que o transporte sem suporte médico especializado poderia agravar o quadro clínico.
Segundo informações repassadas por familiares, o homem tinha histórico de hipertensão, fator que pode estar relacionado ao mal súbito. Apesar disso, ainda não há confirmação oficial da causa da morte, que deve ser esclarecida por meio de exames periciais.
O caso levanta preocupações sobre a estrutura de atendimento em grandes eventos realizados na Capital, especialmente no que diz respeito ao planejamento de emergência e à logística de mobilidade. O alto fluxo de veículos e pessoas, somado à limitação de acessos, pode representar risco em situações críticas como a registrada.
Diante da repercussão, autoridades e organizadores do evento podem ser instados a prestar esclarecimentos sobre o esquema de atendimento médico e controle de tráfego adotado durante o show. A ocorrência reforça a necessidade de protocolos mais eficientes para garantir resposta rápida em situações de urgência, sobretudo em eventos de grande porte que atraem milhares de pessoas.
Com informações de G1MS, Campo Grande News e Midiamax | Foto: Redes Sociais/Reprodução
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