A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) identificou a presença de insetos conhecidos como barbeiros em 21 municípios do Estado, durante ações de vigilância entomológica realizadas ao longo do último levantamento divulgado pelo órgão. Ao todo, foram coletados 262 triatomíneos — nome científico do vetor — em diferentes regiões sul-mato-grossenses, resultado que acende um alerta para a necessidade de monitoramento contínuo da doença de Chagas, embora não haja registro recente de transmissão em humanos.
Entre os municípios com maior número de exemplares encontrados estão Campo Grande, Aquidauana e Jaraguari, que registraram 49 insetos cada. Do total coletado, apenas dois barbeiros apresentaram resultado positivo para o protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença de Chagas, e ambos foram localizados no município de Anastácio. Mesmo com a detecção do parasita em vetores, a SES reforça que o Estado não registrou novos casos da doença em humanos relacionados a essas ocorrências.
Segundo a Secretaria, a presença do inseto não significa necessariamente que haja transmissão da doença, já que muitos exemplares não estão infectados. O monitoramento é realizado pela Coordenadoria Estadual de Controle de Vetores, que recebe insetos enviados pelos municípios para identificação e exames laboratoriais, além de orientar ações de controle e prevenção.
A doença de Chagas é transmitida principalmente pelo contato com fezes do barbeiro contaminadas com o protozoário Trypanosoma cruzi, podendo afetar órgãos como coração e sistema digestivo. Em muitos casos, a enfermidade pode permanecer silenciosa por anos antes de apresentar sintomas. Por isso, autoridades de saúde recomendam que a população informe às vigilâncias sanitárias municipais sempre que encontrar o inseto e adote cuidados, especialmente em áreas rurais ou com acúmulo de materiais que possam servir de abrigo para o vetor.
Fonte: Redação Raiz, com informações de SES/Jornal da Nova | Foto: SES/Divulgação
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