A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) anunciou, nesta quinta-feira (5), que sua operação de fiscalização continuada resultou na desmontagem de uma rota de envio ilegal de canetas emagrecedoras por meio de correspondências, com a apreensão de um lote estimado em mais de R$ 1 milhão em produtos irregulares. A ação, que ocorreu entre os dias 2 e 4 de fevereiro na triagem dos Correios em Campo Grande, resultou na retirada de circulação de mais de 2 mil unidades entre canetas, ampolas, anabolizantes e anorexígenos sem registros sanitários. Esses produtos, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem documentação fiscal adequada, tinham origem majoritariamente no Paraguai e foram identificados por meio de inspeção por raio-X.
A operação foi viabilizada por uma força-tarefa integrada entre a SES, Anvisa, a Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras de MS (CVPAF-MS), o Conselho Regional de Farmácia (CRF/MS) e os próprios Correios. A estratégia envolveu a análise criteriosa das encomendas retidas por irregularidades no fluxo postal, permitindo que produtos disfarçados, muitos dos quais ocultos em meio a presentes, bebidas, alimentos e outros itens comuns, fossem identificados e apreendidos antes da entrega aos destinatários.
Autoridades sanitárias ressaltam que, apesar das embalagens sofisticadas que algumas dessas canetas e ampolas ostentam, com alegadas procedências de países como Reino Unido ou Alemanha, isso não garante qualidade, segurança ou eficácia. Muitos dos compostos encontrados não são reconhecidos por agências reguladoras internacionais, como é o caso da retatrutida, que ainda está em fase experimental, e da tirzepatida, cuja venda irregular configura risco à saúde pública.
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Especialistas em vigilância sanitária alertam que a comercialização de medicamentos fora do controle regulamentar pode expor consumidores a graves efeitos adversos, incluindo problemas pancreáticos, renais e hormonais, além de intoxicações, infecções e outras complicações. A falta de controle sobre a origem, composição e condições inapropriadas de transporte, que incluem a ausência da refrigeração necessária para muitos desses fármacos, agrava ainda mais os perigos associados ao uso desses produtos.
Com ações como a Operação Via Protege e a fiscalização permanente em pontos de trânsito de mercadorias, a SES busca não apenas coibir a circulação de produtos irregulares, mas também conscientizar a população de que a busca por soluções rápidas de emagrecimento não deve colocar a saúde em risco. A orientação é que medicamentos, especialmente os sujeitos à vigilância sanitária, sejam sempre adquiridos por meio de prescrição médica e em estabelecimentos autorizados, garantindo a devida segurança e eficácia terapêutica.
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