O governo de Mato Grosso do Sul oficializou neste sábado (20) o início das atividades da Unidade I do Hospital Regional de Dourados “Olga Castoldi Parizotto”, marco considerado significativo na implementação do que é denominado de Nova Arquitetura da Saúde no estado. O modelo busca reorganizar a rede pública de saúde, fortalecendo a regionalização dos serviços e adequando fluxos assistenciais para que os cidadãos sejam atendidos com maior proximidade e eficiência.
A cerimônia contou com a presença do governador Eduardo Riedel, do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e de autoridades estaduais e municipais. Em seu discurso, Riedel enfatizou o planejamento técnico que embasou a estruturação da rede estadual, ressaltando que a regionalização permite que municípios de médio porte assumam a média complexidade, enquanto cidades como Dourados concentram atendimentos de alta complexidade. "“É uma estratégia pensada cuidadosamente, baseada na ciência, no conhecimento e nos números, avaliando a capacidade de cada região e definindo o que deve ser direcionado em termos de regulação, unificando os serviços”, explicou o governador.
Com 100 leitos em funcionamento na primeira etapa — incluindo internação geral, Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e leitos de cuidados imediatos — o hospital já tem realizado procedimentos e cirurgias desde meados de dezembro, antes mesmo da abertura formal. A expectativa, conforme divulgado pelo governo, é de expansão gradual da capacidade até atingir 192 leitos, com a inclusão de serviços complementares como hemodinâmica e ampliação das salas cirúrgicas até 2026.
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O projeto do Hospital Regional de Dourados integra uma rede que conta com a Policlínica Cone Sul como primeiro elo de cuidado, oferecendo exames diagnósticos e serviços especializados que antes exigiam deslocamentos longos. Os investimentos no complexo de saúde refletem aportes estaduais e federais que superam R$ 130 milhões, com o intuito de garantir estrutura, tecnologia e resolutividade dos atendimentos para cerca de 900 mil habitantes de 34 municípios da região sul do estado.
Autoridades destacaram o papel estratégico da unidade para aliviar a pressão sobre hospitais de referência em Campo Grande e ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade. A diretora-geral do hospital. Andréia Alcântara, sublinhou a importância da integração digital dos sistemas de gestão e regulação, reforçando o compromisso com a eficiência, segurança da informação e cuidado humanizado desde o primeiro dia de operação. “Nossa missão é garantir um serviço organizado, seguro e resolutivo, integrado à rede e preparado para atender com excelência desde o primeiro dia”, ressaltou.