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Terça-feira, 21 de Abril 2026
MS encerra 2025 com Índice de gravidez na adolescência menor que a média nacional

Saúde

MS encerra 2025 com Índice de gravidez na adolescência menor que a média nacional

Indicadores têm diminuído, pelo menos, desde 2015

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Mato Grosso do Sul fechou o ano de 2025 com uma conquista importante na área da saúde pública: a taxa de gravidez na adolescência ficou abaixo da média nacional, contrariando a tendência observada no Brasil. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), o percentual de nascimentos de mães adolescentes no estado caiu de 14,92% em 2022 para 12,65% em 2025, enquanto o país registrou um aumento de aproximadamente 3,87% no mesmo período.

Esse resultado positivo é fruto de uma trajetória de queda gradual ao longo da última década em Mato Grosso do Sul. Entre 2015 e 2025, o número de nascidos vivos de mães com idades entre 15 e 19 anos caiu de 8.315 para 2.861, e entre menores de 15 anos o total caiu de 514 para 171, indicando um movimento sustentado de redução nos registros de gravidez na adolescência. 

Especialistas e gestores estaduais apontam que parte dessa evolução está relacionada à ampliação do acesso a métodos contraceptivos eficazes e de longa duração, como dispositivos intrauterinos (DIUs) e implantes, conhecidos como LARCs. A oferta desses métodos, associada a ações educativas e à qualificação das equipes de atenção primária à saúde, tem ampliado a autonomia das adolescentes sobre suas escolhas reprodutivas e contribuído para prevenir gestações não planejadas.

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Em 2025, o estado intensificou essas estratégias, promovendo oficinas de capacitação de profissionais em cidades como Campo Grande, Nova Andradina e Costa Rica para a inserção dos LARCs com protocolos atualizados. Paralelamente, foram realizadas ações como o projeto “Educar para Transformar” e uma webaula estadual sobre prevenção do HPV e da gravidez na adolescência, alcançando representantes de todos os 79 municípios sul-mato-grossenses.

A redução da gravidez na adolescência é considerada importante não apenas por refletir avanços em saúde sexual e reprodutiva, mas também por seus impactos sociais e econômicos. Estudos nacionais e internacionais indicam que a gravidez precoce está associada a maiores riscos de problemas de saúde, menor escolaridade e desafios financeiros ao longo da vida das jovens mães, além de possíveis consequências para o desenvolvimento dos bebês.

Apesar dos avanços, autoridades em saúde reforçam que a temática ainda exige atenção contínua, com a necessidade de manter e ampliar programas de educação, prevenção e apoio às adolescentes. A meta para os próximos anos é consolidar o acesso a informações e serviços, integrando esforços entre saúde, educação e assistência social, para que cada vez menos jovens enfrentem a maternidade antes de estarem preparadas.

Fonte: Redação Raiz, com informações de Danúbia Burema/Comunicação/SES | Imagem: Nano Banana

William Durães Mendes

Publicado por:

William Durães Mendes

William tem formação na área de Comunicação Social e passagens por rádios como Educativa 104 e Segredo FM, além de atuação nas artes cênicas.

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