O distrito de Anhanduí, em Campo Grande, vive um clima de indignação com os serviços prestados na Unidade de Saúde da Família (USF) local. Uma extensa lista de denúncias encaminhada ao Portal Raiz revela um cenário de precariedade que atinge desde a estrutura física até o atendimento humano. Entre as queixas mais graves da população, destaca-se a ausência de atendimento 24 horas, já que o posto funciona apenas em horário comercial (07h às 17h), deixando os moradores desamparados à noite e aos finais de semana. Há relatos, inclusive, de que a unidade prolonga feriados de forma indevida, suspendendo o atendimento por vários dias seguidos.
Neste ponto, de acordo com a Secretaria de Saúde do Município, "a Unidade de Saúde da Família (USF) de Anhanduí funciona conforme a legislação vigente do Sistema Único de Saúde (SUS). As USFs são unidades de serviços de atenção ambulatorial, organizadas para funcionamento em regime de 40 (quarenta) horas semanais, em horário previamente definido e em dias úteis, conforme a Política Nacional de Atenção Básica (Portaria GM/MS nº 2.436/2017). Dessa forma, não há atendimento noturno, aos finais de semana, feriados ou pontos facultativos, o que não configura irregularidade administrativa."
A comunidade também aponta o que chamam de "omissão de socorro geográfica", relatando casos em que o atendimento foi negado a moradores de fazendas vizinhas sob o pretexto de pertencerem a outra jurisdição, mesmo em situações de urgência como fraturas. Somam-se a isso denúncias de escassez crônica de remédios e materiais básicos, como sondas, e a perda de imunizantes devido à queima da única geladeira de vacinas da unidade. Porém a SESAU rebate mais uma vez informando que "nenhuma unidade de saúde pode negar atendimento por critério geográfico, em respeito aos princípios da universalidade e integralidade do SUS. No entanto, até o momento, não foram apresentados dados mínimos que permitam a apuração objetiva das denúncias relatadas, como identificação de pacientes, datas, horários ou profissionais envolvidos.", pontuando a necessidade de que a população denuncie casos de omissão junto à secretaria.
No campo ético, os relatos são alarmantes: mães e pacientes denunciam assédio moral e humilhações por parte da equipe de enfermagem, além de um suposto esquema de "fura-fila" para privilegiar amigos e parentes de funcionários em detrimento de idosos e crianças. Outros problemas citados incluem a precariedade da iluminação pública no entorno do posto, recusa de procedimentos simples como suturas e curativos, e uma burocracia excessiva que trava a liberação de ambulâncias para Campo Grande. A SESAU, informa que nesse quesito, "a Secretaria informa que não há registros formais que confirmem tais ocorrências. A adoção de medidas administrativas, como sindicâncias ou processos disciplinares, exige a apresentação de informações objetivas e formalizadas, o que não ocorreu até o momento.", reforçando a necessidade de denúncias para a abertura de sindicâncias ou processos disciplinares.
Resumindo, Em resposta oficial enviada ao Portal Raiz, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) esclareceu que a USF de Anhanduí opera rigorosamente dentro da legislação do SUS, com regime de 40 horas semanais em dias úteis, o que não configura irregularidade administrativa quanto à falta de plantões noturnos ou em feriados. Sobre a negação de atendimento por critério geográfico, a Sesau afirmou que tal prática é proibida, mas ressaltou que, até o momento, não recebeu dados específicos — como nomes de pacientes ou datas — que permitam apurar as denúncias de forma objetiva.
A secretaria garantiu que o funcionamento da câmara fria para vacinas foi restabelecido em dezembro de 2025 e que a unidade conta com quadro profissional completo, incluindo médicos e dentistas. Quanto às acusações de assédio, favorecimento e negligência diagnóstica, a Sesau informou que não há registros formais que confirmem tais fatos. A pasta reforçou que a abertura de sindicâncias exige a apresentação de informações detalhadas e orientou a população a utilizar os canais oficiais da Ouvidoria para que cada caso possa ser investigado com o devido sigilo e rigor.
Elenilton Dutra, Gerente Distrital de Anhanduí, rebateu as criticas informando que a gestão busca alternativas para melhorias, "inclusive, estamos prestes à receber o primeiro Hospital Distrital do Brasil, com iniciativa privada/pública e que vai beneficiar todos os moradores daqui e também de Campo Grande" - reforçou.
De acordo com Elenilton, o hospital será financiado pelo Vaticano, e quem está articulando essa benfeitoria é um empresário de Campo Grande junto ao Vaticano. A prefeitura vai contribuir com a doação da área para construção da unidade hospitalar. "Nós estamos trabalhando com muita força, com muita dedicação, com muito carinho para levar qualidade de vida e qualidade de atendimento médico para todos os moradores do Anhanduí e região. Tanto que o Anhanduí está prestes a ter o primeiro hospital distrital do Brasil, que será um hospital no Anhanduí que vai ter 20 leitos para atender toda a comunidade." - pontuou.
De acordo com o Gerente Distrital de Anahnduí, o Hospital será referência desde tomografia computadorizada até outros procedimentos que são fundamentais para a população. "Nós vamos atender toda aquela grande região rural que faz divisa com Anhanduí, Sidrolândia, Nova Alvorada, os assentamentos. Então eu acredito que é questão de tempo para o Anhanduí avançar, e avançar com qualidade, com seriedade na área da saúde." - finalizou
Confira na íntegra a Nota da SESAU - Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) esclarece que a Unidade de Saúde da Família (USF) de Anhanduí funciona conforme a legislação vigente do Sistema Único de Saúde (SUS). As USFs são unidades de serviços de atenção ambulatorial, organizadas para funcionamento em regime de 40 (quarenta) horas semanais, em horário previamente definido e em dias úteis, conforme a Política Nacional de Atenção Básica (Portaria GM/MS nº 2.436/2017). Dessa forma, não há atendimento noturno, aos finais de semana, feriados ou pontos facultativos, o que não configura irregularidade administrativa.A Sesau reforça que nenhuma unidade de saúde pode negar atendimento por critério geográfico, em respeito aos princípios da universalidade e integralidade do SUS. No entanto, até o momento, não foram apresentados dados mínimos que permitam a apuração objetiva das denúncias relatadas, como identificação de pacientes, datas, horários ou profissionais envolvidos.
Em relação à imunização, a câmara fria da unidade teve seu funcionamento plenamente restabelecido em dezembro de 2025. Como medida preventiva e de segurança sanitária, os imunobiológicos são recolhidos semanalmente e armazenados na câmara fria central da Sesau, que possui monitoramento contínuo, garantindo a integridade e a potência das vacinas, sem qualquer descontinuidade da política de imunização.
Quanto às demais alegações, a Secretaria informa que não há registros formais que confirmem tais ocorrências. A adoção de medidas administrativas, como sindicâncias ou processos disciplinares, exige a apresentação de informações objetivas e formalizadas, o que não ocorreu até o momento.
A unidade conta atualmente com quadro profissional completo, com quatro médicos generalistas e dois cirurgiões-dentistas, conforme as normativas do Ministério da Saúde. Embora especialidades como pediatria e ginecologia não integrem a composição mínima da Atenção Primária, o atendimento à população é garantido por meio de encaminhamentos regulados para a rede especializada, sempre que houver indicação clínica.
Sobre o atendimento de urgência, a Sesau esclarece que o SAMU 192 é acionado diretamente pelo cidadão e regulado por médico da Central de Regulação. A ambulância vinculada à USF é destinada exclusivamente a transportes eletivos previamente agendados.
Por fim, a Secretaria reforça que dispõe de canal oficial de Ouvidoria, que garante sigilo, anonimato e possibilita a apuração adequada de qualquer denúncia. Alegações desacompanhadas de elementos mínimos de identificação, não permitem verificação administrativa e não podem ser confirmadas.
A Sesau reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade, a transparência e a qualificação permanente dos serviços prestados à população.
Para denúncias, para que fique oficializada a denúncia da população, há canais oficiais da secretaria:
📢 CANAIS DE DENÚNCIA (OUVIDORIA SESAU)
Para que as reclamações tenham validade jurídica e administrativa, é fundamental formalizar a queixa:
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Telefone: 0800 3149955
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E-mail: ouvidoria@sesau.campogrande.ms.gov.br
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Endereço: Rua Bahia, n. 280, Jardim dos Estados – Campo Grande/MS
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Horário (Telefônico): Segunda a sexta (07h às 19h) e Sábados (07h às 12h)
Fonte: Redação Raiz | Imagem: Reprodução
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