Moradores de Campo Grande têm relatado nos últimos dias uma crescente presença de besouros dentro de residências e estabelecimentos comerciais, intensificada pelo calor e as chuvas típicas da estação. A espécie em questão, identificada por pesquisadores como Neoaulacoryssus speciosus, é comum em determinadas épocas do ano, mas a atual infestação chamou atenção pelo grande número de insetos avistados em áreas urbanas.
Relatos recentes indicam que esses besouros também estão presentes em outras cidades do estado, como Corumbá, onde moradores chegaram a sofrer queimaduras na pele atribuídas ao contato com o inseto. Embora o fenômeno seja percebido há anos, a quantidade de casos reportados em 2025 tem sido superior ao habitual, levando especialistas e autoridades locais a alertarem a população sobre medidas de prevenção.
Especialistas explicam que os besouros são atraídos por luzes artificiais à noite, o que facilita sua entrada em casas e prédios durante o pôr do sol e início da noite. Uma vez dentro dos ambientes, os insetos podem ser percebidos nas paredes, móveis ou próximos às luminárias, gerando desconforto entre os moradores, que muitas vezes se deparam com o problema ao acender ou apagar as luzes.
Embora o inseto não seja venenoso nem transmita doenças, ele possui um mecanismo de defesa que pode causar irritação na pele humana e de animais domésticos. Ao ser pressionado ou esmagado contra a pele, o besouro libera uma substância que provoca sensação de ardência e pode resultar em lesões semelhantes a queimaduras de primeiro ou segundo grau, com vermelhidão, dor e, em alguns casos, bolhas na área afetada.
Pesquisadores acreditam que fatores ambientais, como alterações climáticas, desmatamento, alta umidade e redução de predadores naturais (como sapos e lagartixas), contribuem para a explosão populacional desses insetos em áreas urbanas. A presença de matéria orgânica acumulada e locais úmidos também pode favorecer a reprodução e desenvolvimento das larvas, intensificando a presença dos besouros nas cidades.
Como proceder
Para reduzir o risco de contato e possíveis queimaduras, especialistas recomendam algumas medidas práticas dentro e fora de casa. Evitar manter luzes acesas desnecessariamente durante a noite, especialmente próximo a portas e janelas, pode ajudar a reduzir a atração dos besouros para os ambientes internos. Manter portas e janelas fechadas ao anoitecer e instalar telas de proteção também dificulta a entrada dos insetos nas residências.
Caso haja contato com o besouro e a pele comece a arder, a orientação inicial é lavar imediatamente a área com água e sabão, o que pode ajudar a remover qualquer resíduo da substância liberada pelo inseto e aliviar a irritação. Evite esfregar ou coçar a região afetada. Se a queimadura for extensa, dolorosa, apresentar bolhas ou sinais de infecção, recomenda-se procurar atendimento médico para avaliação e tratamento adequado.
Com informações de Midiamax e Folha de Campo Grande | Imagens: Reprodução/Redes Sociais