O Governo de Mato Grosso do Sul divulgou nesta quarta-feira (18) que o estado se consolidou como referência em telessaúde no Sistema Único de Saúde (SUS), registrando a maior cobertura da Região Centro-Oeste e um crescimento superior a 500% na oferta de serviços digitais de saúde desde 2022. De acordo com dados levantados pelo monitoramento do Ministério da Saúde e divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), todas as 79 cidades sul-mato-grossenses já dispõem de ao menos uma modalidade de telessaúde, superando a média regional e reforçando o papel da tecnologia na democratização do acesso à saúde pública.
Esse avanço decorre da ampla implementação de soluções de saúde digital, que combinam telemedicina, telediagnósticos e serviços de suporte clínico remoto ao longo dos últimos três anos. Entre as modalidades incorporadas à rede estadual estão tele-ECG (eletrocardiogramas remotos), teledermatologia, teleoftalmologia, teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias, permitindo atender à população com maior agilidade, mesmo em localidades mais distantes do interior. Essas ferramentas têm elevado a resolutividade dos atendimentos, reduzindo deslocamentos desnecessários e descongestionando filas de regulação para consultas e exames presenciais.
Os números comprovam a expansão estruturada dos serviços: em 2025, foram realizados mais de 84 mil tele-ECGs, consolidando essa modalidade como uma das mais demandadas na rede pública; simultaneamente, as teleinterconsultas, que conectam profissionais de atenção primária a especialistas, somaram mais de 18 mil atendimentos, fortalecendo a capacidade técnica das equipes de saúde municipais e qualificando a condução clínica dos pacientes nos próprios territórios.
A política de telessaúde em Mato Grosso do Sul segue os três pilares do Programa SUS Digital — cultura de saúde digital, soluções tecnológicas integradas e interoperabilidade dos sistemas — e é coordenada pela Superintendência de Saúde Digital da SES em articulação com os municípios. Segundo a secretária-adjunta de Estado da Saúde, o próximo desafio é consolidar o uso contínuo dessas ferramentas na rotina dos serviços, aprimorando fluxos de trabalho, capacitando equipes e garantindo que a tecnologia seja efetivamente incorporada à assistência.
O impacto direto dessa estratégia também se reflete na reorganização das filas de espera por atendimento especializado. A ampliação de telediagnósticos em cardiologia, dermatologia e oftalmologia, entre outras especialidades, tem permitido reduzir significativamente a demanda reprimida, beneficiando milhares de pacientes no estado. Municípios como Caracol, Aquidauana, Pedro Gomes, Brasilândia e Coxim figuram entre aqueles com alto índice de resolutividade via teleatendimento, em alguns casos eliminando completamente a necessidade de consultas presenciais.
Autoridades estaduais destacam que esse modelo de saúde digital não só amplia o acesso à atenção especializada em regiões remotas, mas também promove maior equidade no SUS ao integrar tecnologia, pessoas e processos. A expectativa é que, com a continuidade dos investimentos em infraestrutura digital e capacitação profissional, Mato Grosso do Sul mantenha sua posição de liderança no Centro-Oeste e sirva de referência para outras unidades da federação interessadas em fortalecer sua rede de telessaúde.
Fonte: Redação Raiz, com informações de André Lima, Comunicação SES | Foto: Nano Banana
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