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Segunda-feira, 20 de Abril 2026
Governo de MS anuncia 1ª cirurgia cerebral pelo SUS para tratar Parkinson realizada no HR de Três Lagoas

Saúde

Governo de MS anuncia 1ª cirurgia cerebral pelo SUS para tratar Parkinson realizada no HR de Três Lagoas

Procedimento foi realizado em março, em data não revelada; SES celebra aumento da capacidade de realização de cirurgias complexas

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Governo de Mato Grosso do Sul anunciou, nesta terça-feira, a realização da primeira cirurgia cerebral pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento da doença de Parkinson no Estado. O procedimento inédito ocorreu em março, no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas (HR3L), e marca um avanço significativo na oferta de tratamentos de alta complexidade na rede pública estadual.

A intervenção consistiu na técnica de estimulação cerebral profunda, que envolve o implante de eletrodos em regiões específicas do cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos. O procedimento é indicado para casos mais avançados da doença e pode reduzir em até 80% a necessidade de medicamentos utilizados no tratamento, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O primeiro paciente a passar pela cirurgia foi o servidor público aposentado Gilberto Barbieri, de 58 anos, morador de Nova Andradina, que convive com o Parkinson cerca de 15 anos. A doença, de caráter neurológico, crônico e progressivo, compromete os movimentos e causa sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão motora, afetando significativamente a rotina dos pacientes.

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De acordo com a equipe médica, o procedimento exige precisão e acompanhamento em tempo real. Durante a cirurgia, o paciente permanece acordado para que os profissionais possam avaliar as respostas motoras e identificar o ponto ideal de estimulação no cérebro, geralmente localizado no núcleo subtalâmico. Após o implante, os eletrodos são conectados a um dispositivo semelhante a um marca-passo, instalado na região do peito, responsável por enviar impulsos elétricos que regulam a atividade cerebral.

Nem todos os pacientes com Parkinson são elegíveis para esse tipo de intervenção. Segundo especialistas, a cirurgia é indicada para pessoas que passaram por diferentes tratamentos medicamentosos por, no mínimo, cinco anos e que apresentam controle insuficiente dos sintomas com o uso de remédios. Nesses casos, a técnica surge como alternativa terapêutica eficaz.

Após o procedimento, o paciente permaneceu internado por alguns dias para recuperação e acompanhamento médico, incluindo passagem pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O tratamento, no entanto, não se encerra com a cirurgia: nas semanas seguintes, são realizados ajustes no dispositivo implantado para adequar a estimulação às necessidades específicas de cada paciente.

Para a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a realização da cirurgia representa um marco para o sistema público de saúde em Mato Grosso do Sul. A iniciativa evidencia o fortalecimento da capacidade técnica do hospital e amplia o acesso da população a procedimentos inovadores e de alta complexidade, consolidando a unidade como referência regional em assistência especializada.

Com informações de Comunicação SES | Fotos: HR3L/Divulgação

Comentários:
William Durães Mendes

Publicado por:

William Durães Mendes

William tem formação na área de Comunicação Social e passagens por rádios como Educativa 104 e Segredo FM, além de atuação nas artes cênicas.

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