A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira, 1º de outubro, que o futebol nacional terá um novo sistema de fair play financeiro. O projeto será oficialmente divulgado em novembro, durante o CBF Summit, e tem como objetivo principal garantir a sustentabilidade e o equilíbrio fiscal dos clubes brasileiros.
O presidente da CBF, Samir Xaud, confirmou a informação durante um evento para a apresentação do novo calendário de competições. A proposta busca adaptar mecanismos já utilizados em ligas internacionais à realidade brasileira, com a meta central de fazer com que os clubes gastem somente o que arrecadam, evitando o endividamento excessivo.
O projeto foi construído após a instituição de um grupo de trabalho em junho, que envolveu federações, clubes das Séries A e B e especialistas em finanças. A primeira reunião do grupo contou com a participação de 34 clubes e 10 federações, demonstrando alta adesão ao debate.
O que o sistema prevê
Segundo as informações prévias, o novo modelo será aplicado de forma pós-fato, ou seja, por meio de análise rigorosa de evidências contábeis. Serão impostas sanções duras para os clubes que apresentarem desequilíbrio fiscal, incluindo:
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Restrição de transferências de jogadores.
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Perda de pontos em casos de grave irregularidade.
Apesar da expectativa positiva, o presidente Samir Xaud fez uma ressalva: a adoção do sistema “não é tão simples” e demandará um período de transição. Clubes mais endividados podem enfrentar dificuldades iniciais para se adequar ao novo modelo, o que exige flexibilidade na implementação das regras.
A iniciativa encontra grande respaldo entre dirigentes que buscam evitar o que chamam de "doping financeiro" — a vantagem indevida conquistada por equipes que assumem empréstimos elevados ou recebem investimentos externos sem a devida transparência. O sistema será apresentado publicamente no CBF Summit, marcado para 26 de novembro.
Fonte: Redação Raiz | Imagens: CBF
