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Segunda-feira, 20 de Abril 2026
Beber uma xícara de café por dia pode reduzir em 39% a recorrência de arritmia, aponta estudo internacional

Saúde

Beber uma xícara de café por dia pode reduzir em 39% a recorrência de arritmia, aponta estudo internacional

Pesquisa realizada por universidades dos EUA e Austrália contraria recomendações tradicionais e indica que o café pode ter efeito protetor no coração.

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Um estudo inédito conduzido pela Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF), e pela Universidade de Adelaide, na Austrália, revelou que consumir uma xícara de café por dia pode diminuir em até 39% o risco de retorno da arritmia cardíaca, condição caracterizada por batimentos acelerados e irregulares.

De acordo com o eletrofisiologista Gregory Marcus, da UCSF, a cafeína possui ação diurética, o que pode ajudar a reduzir a pressão arterial e, consequentemente, o risco de arritmias. Além disso, o café contém compostos com propriedades anti-inflamatórias que podem favorecer o funcionamento do coração.

Para obter os resultados, os pesquisadores realizaram testes clínicos com 200 pacientes que sofriam de fibrilação atrial tipo mais comum de arritmia ou tinham histórico da condição. Todos passaram por uma cardioversão elétrica, procedimento que utiliza um único choque para restabelecer o ritmo normal do coração.

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Após o tratamento, parte dos participantes foi orientada a beber uma xícara de café com cafeína diariamente durante seis meses. O outro grupo deveria evitar completamente qualquer substância com cafeína no mesmo período. Ao final do estudo, o grupo que consumiu café apresentou redução significativa no risco de recorrência da arritmia.

Um dos autores, Christopher Wong, afirma que a descoberta vai na contramão das recomendações médicas tradicionais.
“Médicos sempre aconselharam pacientes com arritmia a diminuir o consumo de café, mas este estudo indica que a bebida é segura e pode até oferecer proteção”, destacou.

Segundo os pesquisadores, a fibrilação atrial é mais comum em pessoas acima dos 60 anos e em indivíduos com obesidade. Nos Estados Unidos, estima-se que a condição afete cerca de 10 milhões de adultos.

 

Redação Raiz

Publicado por:

Redação Raiz

Beatriz Schaedler DRT 2447/MS - Jornalista Raiz

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