Uma confraternização que começou na noite de sábado (21) em uma estância na zona rural de Bonito, em Mato Grosso do Sul, se transformou num cenário de tragédia na manhã de domingo (22). A celebração de um casamento, que reunia familiares e amigos terminou com dois rapazes mortos após sofrerem um acidente envolvendo uma tirolesa instalada sobre um açude na propriedade.
As vítimas foram identificadas como Gustavo Henrique Camargo, de 32 anos, e Pedro Henrique, de 20. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul abriu investigação para apurar as circunstâncias das mortes, com dois cenários sendo considerados: possível afogamento ou uma descarga elétrica que teria ocorrido no momento em que a atividade foi realizada.
Conforme relatos de familiares e autoridades ao site Jornal da Nova, o acidente aconteceu enquanto Gustavo descia pela tirolesa e caiu diretamente no açude. Ao entrar em contato com a água, ele apresentou dificuldades para se manter à superfície e rapidamente perdeu forças, fato que levou seu amigo Pedro a entrar na água na tentativa de socorrê-lo. Ambos, entretanto, sofreram parada cardiorrespiratória no local.
A dinâmica exata do acidente ainda é objeto de investigação, mas há relatos de parentes e testemunhas de que a estrutura pode ter estado energizada por um fio elétrico, o que teria causado uma descarga no momento em que a haste tocou a água. A Polícia Civil inclusive informou que uma das vítimas pode ter sido atingida por eletricidade ao entrar em contato com a água, hipótese que também pode ter afetado o segundo jovem durante a tentativa de salvamento.
Após o ocorrido, as vítimas foram rapidamente retiradas da água por outros convidados da festa e levadas em veículos particulares até o Hospital Darci João Bigaton, em Bonito. Pedro Henrique acabou morrendo ainda na unidade hospitalar pouco depois de dar entrada, enquanto Gustavo foi reanimado pelos bombeiros e transferido em estado gravíssimo para a Santa Casa de Campo Grande, onde também acabou não resistindo aos ferimentos e faleceu na noite de domingo.
A tirolesa, segundo o advogado dos proprietários da estância, havia sido construída há quatro anos e até então não apresentava relatos prévios de problemas. A propriedade, de uso particular e ocasionalmente alugada para eventos, foi interditada preventivamente pelos donos após a tragédia, que decidiram aguardar a conclusão das investigações antes de permitir qualquer uso futuro da estrutura.
Familiares das vítimas permaneceram na estância após o acontecido, muitos deles vindos de outras cidades e estados para participar da celebração que agora se transformou em dor. Autoridades, incluindo a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar, aguardam os resultados periciais e o laudo necroscópico para esclarecer se a causa das mortes foi exclusivamente afogamento, descarga elétrica ou uma combinação de fatores, e se houverão responsabilidades a serem atribuídas.
Fonte: Redação Raiz, com informações de Jornal da Nova | Fotos: Redes Sociais/Reprodução e Jardim MS News
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