Uma operação coordenada pela Vigilância Sanitária Estadual de Mato Grosso do Sul, em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), resultou na apreensão de milhares de medicamentos e produtos irregulares usados em processo de emagrecimento no início de janeiro de 2026, em Campo Grande. A ação de fiscalização foi efetuada entre os dias 9 e 12 de janeiro, após a identificação, por meio de raio-X nos dias 7 e 8, de pacotes suspeitos retidos pelo setor de segurança postal, que foram posteriormente analisados pela equipe da Gerência de Medicamentos e Produtos para Saúde (GEMPS).
No total, foram apreendidas 3.168 ampolas de tirzepatida e 78 canetas de retratutida, ambas associadas a tratamentos de emagrecimento sem registro sanitário no Brasil. Além desses itens, a fiscalização encontrou substâncias como semaglutida, somatropina (hormônio de crescimento), esteroides anabolizantes, toxina botulínica, oxandrolona, lisdexanfetamina e diversos suplementos alimentares, todos sem comprovação de procedência ou autorização para comercialização e transporte no país.
Autoridades de saúde observaram uma mudança na estratégia adotada por remetentes ilegais, que passaram a enviar as ampolas separadamente para abastecimento das canetas emagrecedoras em vez dos dispositivos completos, dificultando a identificação imediata do conteúdo. O conjunto de pacotes analisados, 570 encomendas no total, foi aberto na presença de representantes da Vigilância Sanitária, conforme as normas legais de inspeção.
A abordagem decorreu da constatação de descumprimento de uma série de normas sanitárias, incluindo dispositivos da Lei Federal nº 6.360/1976, da Lei Federal nº 6.437/1977, da Lei Estadual nº 1.293/1992 e de resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regem o registro, comercialização e transporte de medicamentos no Brasil.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) alertou para os riscos associados à aquisição e uso de medicamentos sem supervisão médica ou sem o devido registro sanitário, destacando que produtos comercializados de forma irregular podem causar reações adversas graves, infecções e intoxicações. A SES reforçou que tratamentos relacionados à obesidade devem ser orientados por profissionais de saúde qualificados e obedecer às diretrizes clínicas aplicáveis.
Fonte: Redação Raiz, com informações de André Lima, Comunicação SES | Foto: Divulgação/SES
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