A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul anunciou, nesta terça-feira (7), que passará a tratar o monitoramento da fluoretação da água como uma ação estratégica de saúde pública, ampliando a vigilância sobre a qualidade da água distribuída à população. A iniciativa busca garantir que os níveis de flúor estejam dentro dos parâmetros recomendados, assegurando tanto a eficácia na prevenção de doenças quanto a segurança do consumo.
A fluoretação da água é reconhecida como uma das principais políticas preventivas na área de saúde bucal, sendo capaz de reduzir significativamente a incidência de cáries, especialmente entre crianças e populações mais vulneráveis. Trata-se de uma medida de baixo custo e alto impacto, recomendada por organismos nacionais e internacionais e adotada no Brasil há décadas como obrigatória em sistemas de abastecimento com tratamento adequado.
Com o novo direcionamento, o Estado reforça o papel da vigilância sanitária no acompanhamento contínuo da qualidade da água, garantindo que a concentração de flúor não esteja nem abaixo do necessário, o que comprometeria a proteção contra cáries, nem acima do limite seguro, o que poderia trazer riscos à saúde. Esse controle é essencial para assegurar a efetividade da política pública e evitar distorções no processo de tratamento.
A ação também se articula com iniciativas já existentes, como o Comitê de Monitoramento da Fluoretação da Água para Consumo Humano, que reúne diferentes instituições e órgãos reguladores. O grupo atua na implementação de estratégias, fiscalização e apoio técnico para ampliar e qualificar a fluoretação nos municípios sul-mato-grossenses, fortalecendo a integração entre saúde, saneamento e regulação.
Além do monitoramento, Mato Grosso do Sul vem avançando na ampliação da cobertura da fluoretação, com metas progressivas para alcançar todos os municípios atendidos por sistemas públicos de abastecimento. A execução dessas ações envolve o acompanhamento por parte da SES e de órgãos reguladores, garantindo que os prestadores de serviço cumpram os cronogramas e padrões estabelecidos.
Com isso, o Estado consolida a fluoretação como uma política estruturante de saúde pública, aliando expansão do acesso e rigor técnico no controle da qualidade. A expectativa é de que a medida contribua para a melhoria dos indicadores de saúde bucal da população e reduza desigualdades no acesso à prevenção, especialmente em regiões com menor cobertura de serviços odontológicos.
Com informações de Danúbia Burema/Comunicação SES | Foto: SES/Divulgação
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