A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) instituiu um fluxo emergencial para atendimento de casos graves de chikungunya, diante do avanço da doença no Estado. A medida foi oficializada por meio de resolução publicada nesta semana e estabelece novas diretrizes para agilizar o atendimento e a transferência de pacientes em estado crítico.
O novo protocolo prevê prazos mais curtos na regulação médica, com determinação de que casos graves ou potencialmente graves tenham resposta em até uma hora após a solicitação. A meta é garantir rapidez no encaminhamento e reduzir o risco de agravamento ou morte dos pacientes diante da pressão sobre a rede de saúde.
Entre as medidas adotadas está a utilização da chamada “vaga zero”, mecanismo que permite a transferência imediata de pacientes mesmo quando não há leitos disponíveis. A estratégia é considerada excepcional e pode ser acionada para preservar vidas em situações críticas, quando as alternativas convencionais se esgotam.
A iniciativa tem como principal foco a região de Dourados, onde foi decretada situação de emergência em saúde pública. O município enfrenta alta circulação do vírus, com taxas de positividade entre 72% e 79%, além de registros de casos graves, gestantes infectadas e óbitos relacionados à doença em 2026.
O fluxo também organiza a rede de atendimento, priorizando a articulação entre as centrais de regulação municipal e estadual. Na prática, hospitais de referência passam a ter papel definido no encaminhamento dos pacientes, enquanto indicadores e relatórios serão monitorados continuamente para avaliar a efetividade da medida, que permanecerá em vigor enquanto durar a emergência epidemiológica.
Com informações de Kamilla Ratier/Comunicação SES | Foto: Arquivo SES/HRD
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