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Segunda-feira, 20 de Abril 2026
Santa Casa de Campo Grande alerta para risco de colapso e cobra ação imediata das autoridades

Saúde

Santa Casa de Campo Grande alerta para risco de colapso e cobra ação imediata das autoridades

Instituição centenária enfrenta dificuldades para manter atendimentos pelo SUS

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A continuidade dos atendimentos da Santa Casa de Campo Grande pelo SUS está ameaçada. Segundo um alerta emitido nesta quinta-feira (9) pela instituição, o hospital corre risco de colapso, caso uma solução emergencial não seja apresentada pelos governos estadual e municipal. Segundo a administração da instituição de saúde, os contratos firmados com o sistema público de saúde vêm sendo simplesmente prorrogados desde agosto de 2023, sem reajuste no valor-base, o que causou grave desequilíbrio financeiro. 

A instituição solicita reuniões urgentes com a prefeita Adriane Lopes e o governador Eduardo Riedel, visando debater os contratos com o SUS, a liberação de recursos judiciais já reconhecidos e medidas estruturantes para sanar o passivo acumulado ao longo dos anos. Em nota pública, a direção reforça que, além da renovação contratual, é urgente pensar mecanismos duradouros para garantir que o hospital, referência para atendimentos de alta complexidade no estado, continue funcionando plenamente. 

Dados levantados pela instituição apontam que, com os contratos desatualizados, os custos internos, tais como insumos, medicamentos, manutenção e folha de pagamento foram crescendo sem acompanhamento do valor pago pelo SUS. Além disso, a Santa Casa afirma que ainda não recebeu repasses de ações judiciais ganhas contra antigos gestores da saúde. Estes recursos já estão juridicamente reconhecidos, mas não foram efetivamente repassados à administração, o que agrava ainda mais o quadro financeiro.

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A situação crítica é agravada pela sobrecarga do sistema público de saúde em Campo Grande. Nas UPAs da cidade, pacientes chegam a aguardar três dias por uma vaga hospitalar, configurando um cenário de pré-colapso. Em março deste ano, a própria Santa Casa havia solicitado à administração municipal que evitasse receber novos pacientes, citando superlotação extrema no pronto-socorro, onde 13 leitos foram ocupados por cerca de 80 pessoas simultaneamente. Reportagens também já relataram casos em que o pronto-socorro teria suspenso temporariamente os atendimentos devido à indisponibilidade operacional.

A Santa Casa aguarda com urgência o agendamento das reuniões com os gestores municipais e estaduais, esperançosa de que as autoridades respondam com medidas imediatas para evitar o colapso dos serviços públicos de saúde. Até o momento, não houve pronunciamento definitivo da prefeitura ou do governo do Estado confirmando propostas concretas para sanar o impasse.

Fonte: Redação Raiz | Imagem: Divulgação/Santa Casa

Kelson Carvalho

Publicado por:

Kelson Carvalho

Kelson Carvalho é reconhecido por sua atuação no jornalismo policial, trabalhou como repórter na "TV Guanandi (Band/MS)", "Câmara Municipal de Campo Grande" e nas Rádios "Segredo FM", "UCDB 91,5", "Educativa 104" e "Rádio Ind FM". (DRT 1513/MS)

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