O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) divulgou, nesta semana, o relatório oficial da quarta etapa da Operação Successione, deflagrada em 25 de novembro pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A ofensiva teve como foco desarticular um esquema de exploração de jogos ilegais e incluiu como um dos alvos o ex-deputado Roberto Razuk, pai do atual parlamentar estadual Neno Razuk (PL).
Nesta fase, o objetivo foi cumprir 20 mandados de prisão preventiva sendo que 17 já foram executados e 27 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã, além de endereços nos estados do Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.
De acordo com o MPMS, foram apreendidos R$ 274,9 mil em dinheiro, € 1,06 mil, diversas folhas de cheque, comprovando o forte fluxo financeiro da organização. Também foram recolhidas duas armas de fogo, munições, dezenas de máquinas usadas no jogo do bicho, além de anotações, documentos, computadores e celulares ligados à atividade criminosa.
As fases anteriores da Successione já haviam confirmado a atuação de uma organização criminosa estruturada e violenta, envolvida na exploração de jogos ilegais, corrupção e crimes associados. O grupo também foi apontado como responsável por roubos armados durante disputas pelo controle do jogo do bicho em Campo Grande, após o enfraquecimento das bases reveladas pela Operação Omertà.
Com o avanço das investigações, foram identificados mais 20 integrantes, incluindo novos líderes responsáveis por expandir e fortalecer o domínio sobre o jogo ilegal no Estado, com ramificações em vários municípios.
A operação teve o apoio dos Gaecos dos Ministérios Públicos de Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, além da participação de unidades da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul: Batalhão de Choque, Bope, Corregedoria e Força Tática.
Fonte: Beatriz Schaedler | Divulgação: MPMS
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