Após 16 anos enfrentando a insuficiência renal, um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul conseguiu encontrar um rim compatível e passou por um transplante, marcando o início de uma nova fase em sua vida. O policial, Anderson Ribeiro dos Santos, natural de Fátima do Sul, aguardava na fila por um doador desde 2009, quando foi diagnosticado com nefropatia por IgA, também conhecida como doença de Berger.
Desde o diagnóstico, ele passou a depender de sessões regulares de hemodiálise, iniciadas ainda em abril daquele ano. A rotina intensa de tratamento se estendeu por mais de 16 anos, período marcado por limitações, viagens constantes e incertezas quanto à possibilidade de um transplante.
Ao longo dessa trajetória, Anderson foi chamado diversas vezes para possíveis transplantes, mas as tentativas não se concretizaram por falta de compatibilidade com os órgãos disponíveis. Ao todo, foram 12 convocações frustradas, o que aumentava a expectativa e também o desgaste emocional a cada nova tentativa.
Mesmo diante das dificuldades, o investigador seguiu exercendo suas funções na Polícia Civil, carreira que iniciou em 2006. Segundo ele, o apoio dos colegas de trabalho e da instituição foi fundamental para manter a motivação e enfrentar os desafios impostos pela doença. A virada veio na 13ª tentativa, quando finalmente surgiu um rim compatível. A convocação aconteceu de forma inesperada, durante a madrugada, exigindo rapidez para que ele chegasse ao hospital responsável pelo procedimento, localizado em Campo Largo, no Paraná.
A agilidade no deslocamento foi determinante para o sucesso do transplante. Ao longo dos anos, o policial contou com apoio logístico, incluindo transporte aéreo em algumas ocasiões, o que garantiu que ele pudesse chegar a tempo nas tentativas anteriores e, finalmente, na definitiva.
O procedimento foi realizado com sucesso e simbolizou não apenas uma conquista pessoal, mas também o resultado de um esforço coletivo que envolveu equipes médicas, logística estadual e apoio institucional. A Secretaria de Estado de Saúde destacou a importância da integração entre os serviços para viabilizar esse tipo de atendimento.
Agora, já recuperado do transplante, Anderson celebra a nova oportunidade de vida ao lado da família, que esteve presente durante toda a jornada. O caso também reforça a relevância da doação de órgãos e da estrutura de saúde pública, que possibilita transformar histórias de longa espera em recomeços.
Com informações de André Lima/Comunicação SES | Foto: Divulgação/SES
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