A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), por meio da Vigilância Sanitária Estadual, já apreendeu cerca de R$ 10 milhões em emagrecedores ilegais em apenas dois meses e meio de fiscalização contínua. A ação integra a operação “Visa-Protege”, iniciada em fevereiro, que atua diariamente no centro de triagem dos Correios, em Campo Grande, interceptando remessas suspeitas de medicamentos sem regularização sanitária.
Ao todo, quase uma tonelada de produtos irregulares, principalmente ampolas e canetas emagrecedoras, foi retirada de circulação. Segundo as autoridades, grande parte dessas encomendas tinha como destino estados da região Nordeste, o que indica a existência de um esquema estruturado de distribuição em larga escala desses itens ilegais.
A operação é coordenada pela Vigilância Sanitária Estadual em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de contar com o apoio dos Correios, do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF-MS) e da Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras (CVPAF-MS). De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária, Matheus Moreira Pirolo, a fiscalização permanente permite identificar padrões de envio e avançar na responsabilização dos envolvidos.
Durante as inspeções, fiscais encontraram diversas estratégias para burlar a fiscalização, como produtos escondidos em encomendas comuns e até misturados a alimentos. Também foram identificadas irregularidades como ausência de registro na Anvisa, rotulagem inconsistente e suspeita de substâncias sem comprovação de segurança, além do transporte sem condições adequadas, como controle de temperatura e identificação de origem.
Todo o material apreendido está sob custódia da SES e será destruído conforme protocolos sanitários. Paralelamente, as informações sobre remetentes e destinatários foram encaminhadas às autoridades policiais, que investigam possíveis crimes contra a saúde pública, relações de consumo, o erário e o exercício irregular de profissões, reforçando o combate ao mercado clandestino de medicamentos no estado.
Com informações de Danúbia Burema/Comunicação SES | Foto: Divulgação
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