A partir desta terça-feira (16), mais de 2,5 mil custodiados do sistema prisional de Mato Grosso do Sul participam da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM PPL), que se estenderá até amanhã (17). O exame é realizado no período vespertino dentro de unidades prisionais e patronatos penitenciários, sob critérios de segurança, sigilo e rigor estabelecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As provas estão distribuídas em 118 salas de 41 unidades no estado e superaram a meta de inscritos inicialmente prevista para 2025.
A participação dos custodiados no ENEM PPL em Mato Grosso do Sul tem crescido de forma expressiva nos últimos anos, refletindo esforços das políticas públicas de educação prisional. Com 2.507 inscritos nesta edição, observa-se um aumento de aproximadamente 27,6% em relação ao ano anterior e de cerca de 36,6% na comparação com 2023, o que demonstra uma ampliação significativa do acesso à educação no ambiente carcerário. Além dos custodiados da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), o exame também contempla jovens em cumprimento de medidas socioeducativas e internos da Penitenciária Federal de Campo Grande, cujos números não integram o total divulgado.
O ENEM PPL segue o mesmo formato e nível de exigência do ENEM regular aplicado ao público externo, composto por quatro provas objetivas e uma redação. A aplicação busca avaliar competências nas áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática, oferecendo aos participantes condições de acesso ao ensino superior por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme regras gerais do exame.
Estudos demonstram que a educação no contexto prisional pode contribuir para a redução de índices de reincidência e oferecer perspectivas de reintegração social aos participantes após o cumprimento das suas penas.
Com informações de Keila Terezinha Rodrigues de Oliveira/Agência de Notícias MS | Foto: Ag