A alta no preço do diesel já começa a refletir nos custos de transporte de alimentos e produtos hortifrutigranjeiros que chegam à Ceasa de Mato Grosso do Sul. Como grande parte das mercadorias comercializadas no local vem de outros estados, o aumento no valor do combustível impacta diretamente o frete e pressiona os preços praticados no centro de distribuição.
Segundo comerciantes e distribuidores, o transporte representa uma parcela significativa do custo dos produtos, principalmente frutas, verduras e legumes que percorrem longas distâncias até Campo Grande. Com o diesel mais caro, transportadoras e caminhoneiros reajustam o valor do frete, e esse aumento acaba sendo repassado ao longo da cadeia até chegar ao consumidor final.
Produtos vindos de estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás estão entre os mais afetados, já que dependem de transporte rodoviário. Itens como tomate, batata, cebola e frutas costumam sofrer variações de preço mais rapidamente quando há aumento no custo do combustível, justamente por dependerem de logística constante e transporte refrigerado em alguns casos.
Além do diesel, fatores como clima, período de safra e oferta de produtos também influenciam os preços, mas o preço do combustível é considerado um dos principais componentes do custo logístico. Quando há aumento nas refinarias ou nos postos, o reflexo costuma aparecer em pouco tempo nos valores praticados no atacado.
A expectativa do setor é de que, caso o diesel continue em alta, os preços dos alimentos possam sofrer novos reajustes nas próximas semanas. O cenário preocupa comerciantes e consumidores, já que a Ceasa é referência no abastecimento de feirantes, mercados e restaurantes, e qualquer aumento no centro de distribuição tende a chegar rapidamente ao bolso da população.
Com informações de A Crítica | Foto: Divulgação
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