Um grupo de oito turistas brasileiros vive dias de incerteza e dificuldades na Bolívia após serem surpreendidos por uma onda de protestos que paralisou as principais rodovias do país. Os viajantes, que partiram de Cusco, no Peru, com destino a Mato Grosso do Sul, estão retidos em La Paz desde a última quarta-feira (7) devido a bloqueios instalados próximos à capital boliviana. Até o momento, não existe uma previsão oficial para a liberação das estradas ou para o restabelecimento do transporte rodoviário e aéreo na região.
A situação no país vizinho é descrita pelos brasileiros como caótica e marcada pela escassez de recursos básicos. Uma das passageiras relatou que o grupo enfrentou uma jornada exaustiva, caminhando cerca de 15 km até conseguir um transporte que os levasse para a área urbana de La Paz, onde conseguiram hospedagem e alimentação. O deslocamento foi interrompido totalmente pelas manifestações, impedindo que o ônibus onde o grupo estava seguisse o itinerário previsto.
A permanência forçada na capital boliviana gera apreensão, já que os turistas permanecem sem informações concretas sobre quando poderão atravessar a fronteira de volta ao Brasil. Equipes consulares e autoridades brasileiras acompanham a situação desses cidadãos, enquanto as estradas seguem ocupadas por manifestantes, impossibilitando qualquer fluxo de veículos em direção ao território sul-mato-grossense.
A motivação por trás dos bloqueios que paralisam a Bolívia e retêm os brasileiros em La Paz é o agravamento da crise econômica e a escassez de combustíveis e dólares no país. Grupos de transportadores, camponeses e setores sociais iniciaram as manifestações para cobrar do governo medidas contra a inflação e soluções para o desabastecimento, que tem dificultado o trabalho logístico e o transporte em diversas regiões. Além das pautas econômicas, o país vive uma intensa tensão política interna, o que estimula o fechamento de rodovias estratégicas como forma de pressão popular.
Fonte: Redação Raiz | Imagens; Reprodução
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