A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul iniciou uma força-tarefa em conjunto com a Defesa Civil para conter o avanço da chikungunya em Dourados, município que concentra um dos maiores números de casos da doença no Estado. A estratégia inclui ações integradas de vigilância, assistência e mobilização comunitária, com foco nas regiões mais afetadas.
Além da vacinação, que prevê a aplicação de mais de 40 mil doses, a nova etapa das ações tem como prioridade a eliminação de criadouros do mosquito transmissor da doença. As equipes devem realizar mutirões, visitas domiciliares e o mapeamento das áreas consideradas mais críticas para reduzir a proliferação do Aedes aegypti.
A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a necessidade de atuação rápida e coordenada entre os órgãos envolvidos. Segundo ela, “estamos direcionando equipes e esforços para Dourados, com foco nas áreas de maior incidência. A resposta precisa ser rápida, organizada e integrada entre Estado, município e parceiros”.
A estratégia também prevê a implantação de salas de situação, planejamento conjunto entre os órgãos e o envio de equipes técnicas para apoiar o município nas ações de combate à doença. A Defesa Civil Estadual atuará diretamente em campo com mutirões ampliados, incluindo visitas domiciliares e levantamento das áreas mais críticas.
As ações fazem parte de um conjunto de medidas adotadas após o aumento de casos de chikungunya na região, que já mobilizou estruturas estaduais e federais de saúde. Em Dourados, a situação é considerada preocupante, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade social e sanitária.
Além das ações de combate ao mosquito, o trabalho também envolve assistência à população e orientação sobre prevenção, com foco na eliminação de recipientes que possam acumular água parada. A mobilização comunitária é considerada essencial para reduzir os índices da doença.
A Secretaria de Saúde reforça que a população deve colaborar com as ações, permitindo a entrada das equipes nas residências e eliminando possíveis criadouros, como pneus, garrafas, caixas d’água destampadas e outros recipientes que possam acumular água, contribuindo para o controle da chikungunya no município.
Com informações de André Lima/SES | Foto: SES/Arquivo
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