Um relatório do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) detalha a atuação da influenciadora digital Daniele Santana Gomes, de 31 anos, conhecida nas redes sociais como “Coach Irônica”, em uma série de ataques virtuais a diversas pessoas e instituições em pelo menos cinco estados brasileiros. O documento, produzido no âmbito de investigações que envolveram diligências e representação judicial, traça um padrão de condutas que visam ampliar engajamento e notoriedade por meio de publicações ofensivas e difamatórias.
Segundo o relatório do MPMS, a escolha das vítimas não se baseava em conflitos pessoais prévios, mas sim em sua visibilidade pública ou econômica, como forma de gerar maior alcance e viralização do conteúdo postado. Entre os alvos mencionados estão médicos e clínicas de estética, advogados, empresários de diversos setores, outros influenciadores, profissionais de marketing, fotógrafos, coaches, jornalistas, psicólogos, políticos e até igrejas e pastores evangélicos. Os registros incluem ocorrências em Mato Grosso do Sul e em estados como Rio Grande do Norte, Bahia, Mato Grosso e Goiás.
A investigação também aponta que Daniele utilizava múltiplas plataformas digitais, como Instagram e TikTok, com perfis ativos que superam 70 mil seguidores no total, e que seu namorado, Ítalo dos Santos Barros, contribuía de forma significativa para a estratégia de disseminação dos ataques, replicando publicações e dificultando a responsabilização judicial. O uso coordenado de diferentes contas e redes foi destacado pelos promotores como parte de um modus operandi estruturado e recorrente.
A influenciadora foi presa na sexta-feira (30) em Campo Grande por descumprimento de medidas protetivas determinadas pela Justiça, que buscavam impedir que ela mantivesse contato ou fizesse menções públicas a determinados indivíduos, incluindo familiares, após episódios de perseguição virtual. A medida, solicitada pelo Ministério Público e acolhida judicialmente, considerou a continuidade das publicações ofensivas mesmo após a ordem de suspensão de conteúdo.
A defesa sustenta que a medida pode ter sido excessiva, argumentando que outras providências poderiam ter sido adotadas antes da decretação da prisão preventiva. O advogado de Daniele afirmou que ela não acreditava que seria detida e que o uso de sanções menos gravosas deveria ter sido considerado. Apesar disso, a Justiça considerou que o desrespeito às ordens judiciais configurou ameaça à integridade das vítimas envolvidas.
Fonte: Redação Raiz, com informações de Campo Grande News | Foto: Conteúdo MS/Reprodução
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