Campo Grande deu um passo inédito na área de sustentabilidade urbana com a implantação do primeiro jardim de chuva em área pública da cidade. A estrutura marca a adoção de um novo modelo de drenagem, baseado em soluções naturais para o manejo das águas pluviais, com foco na redução de alagamentos e melhoria ambiental.
O projeto foi desenvolvido a partir de estudos técnicos que consideraram as características do local, integrando drenagem urbana e qualificação paisagística. A iniciativa é fruto de parceria entre a Universidade Anhanguera-Uniderp e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio da Gerência de Arborização Urbana, unindo conhecimento acadêmico e gestão pública.
De forma prática, o jardim de chuva funciona como uma estrutura capaz de captar e infiltrar a água no solo, utilizando camadas drenantes e vegetação específica. Esse sistema permite que a água seja absorvida gradualmente, reduzindo a sobrecarga das redes tradicionais de drenagem e minimizando impactos causados por chuvas intensas.
Além da função técnica, o espaço também possui caráter educativo e ambiental, com informações sobre o funcionamento do sistema e sua importância para a cidade. Segundo anúncio feito nesta segunda-feira (27) pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, a proposta alia eficiência no controle de águas pluviais com valorização do espaço urbano e incentivo à conscientização ambiental.
A prefeitura destaca que o jardim de chuva deve servir como modelo para futuras intervenções, dentro de um conceito mais amplo de “infraestrutura verde”. A expectativa é expandir esse tipo de solução em outras regiões da cidade, fortalecendo estratégias sustentáveis e tornando Campo Grande mais resiliente às mudanças climáticas e aos eventos de chuva intensa.
Com informações e foto de Pref CG

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