A Prefeitura de Campo Grande anunciou, nesta terça-feira (3), que realizará a instalação de câmeras de monitoramento 24 h em um ponto que frequentemente é alvo de descarte irregular de lixo no Jardim das Hortênsias, bairro região sul de Campo Grande. O anúncio faz parte de um conjunto de medidas anunciado pela administração municipal para reforçar a fiscalização e reduzir a prática de despejo clandestino de resíduos sólidos em áreas públicas, que geram alto custo de limpeza e impactam negativamente a qualidade de vida dos moradores.
O local, situado entre as ruas Gérbera, Prímula e Tumbergia, tem sido alvo recorrente de descarte de lixo doméstico e entulho, mesmo contando com coleta regular no bairro. Segundo a Prefeitura, são necessárias em média cinco ações de limpeza por ano, com a remoção de dezenas de caminhões de resíduos a cada intervenção. A nova estratégia de monitoramento visa flagrar, em tempo real, quem insiste em descartar resíduos irregularmente no espaço.
Além das câmeras já instaladas, a Guarda Civil Metropolitana e a Patrulha Ambiental atuarão em regime de plantão no local, com apoio do setor de inteligência, para que infrações sejam registradas e encaminhadas às autoridades competentes. A iniciativa integra a ofensiva ampliada da administração para combater o descarte irregular em cerca de 400 pontos mapeados em toda a cidade, incluindo até 60 classificados como críticos. “A gente pede a conscientização dos moradores, a Prefeitura faz a sua parte, mas os moradores também precisam fazer", declarou a prefeita Adriane Lopes, em visita ao local.
Espaço comunitário
Como parte da proposta de transformação do espaço no Jardim das Hortênsias, a Prefeitura também anunciou a implantação de uma horta comunitária e a intenção de destinar o terreno para usos comunitários mais amplos. Durante a visita técnica, a prefeita destacou a importância de envolver a comunidade nas ações, transformando um ponto de descarte em um local de convivência e cuidado coletivo.
Nesse contexto, a prefeita anunciou ainda que a administração estuda a viabilidade jurídica de ceder oficialmente o terreno à associação de moradores local, com a perspectiva de futuramente viabilizar a construção de um centro comunitário. A possibilidade ainda depende de análise técnica e legal, mas foi apontada como uma alternativa para reforçar o uso positivo do espaço e inibir a prática de descarte irregular.
Fonte: Redação Raiz, com informações de Pref CG | Fotos: Pref CG/Divulgação
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