A Polícia Civil prendeu, na madrugada desta segunda-feira (6), um jovem de 19 anos acusado de abusar sexualmente da própria irmã, uma menina de 11 anos, na cidade de Sonora, região norte do Mato Grosso do Sul, próximo à divisa com o Mato Grosso. O caso ganhou contornos dramáticos porque o padrasto do autor, que é o pai da vítima, saiu às ruas da cidade “à caça” do enteado, acompanhado de outro filho. Segundo testemunhas, o pai estava visivelmente alterado. Ele afirmava estar em posse de imagens feitas pelo celular do próprio rapaz que comprovariam a violência sexual sofrida por sua filha, o que foi posteriormente confirmado.
A prisão ocorreu após o suspeito ser localizado pela equipe policial em frente à casa da sogra, encerrando uma busca rápida que mobilizou a família e as autoridades. A ação do padrasto, embora movida pela revolta, contribuiu para que as autoridades agissem com rapidez. O jovem de 19 anos foi abordado ainda na madrugada e não resistiu à prisão em flagrante.
Durante o contato inicial com os policiais, o suspeito confessou o abuso sexual contra a irmã de 11 anos e admitiu que planejava fugir para o município de Ouro Branco do Sul, em Mato Grosso. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Sonora, onde prestou depoimento. A confissão e a entrega das imagens pelo padrasto reforçam as provas iniciais do inquérito, que agora segue para análise pericial e formalização da acusação por estupro de vulnerável.
A vítima, uma menina de 11 anos, está recebendo atendimento médico no Hospital Municipal de Sonora. Ela permanece acompanhada da mãe e de outro irmão, sob cuidados psicológicos e médicos. A família, abalada pelo ocorrido, tem recebido suporte das autoridades locais.
O caso chocou a pequena cidade de Sonora, mas destaca a importância da denúncia rápida em situações de violência sexual intrafamiliar. A Polícia Civil informou que o inquérito está em fase inicial e que todas as diligências necessárias serão realizadas para garantir a punição do responsável.
Com informações de TopMídia News | Foto: Eder Pereira/Idest/Arquivo
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