Tem político que governa. Tem político que legisla. E tem político que acha que está concorrendo ao BBB da direita.
No episódio mais recente dessa série tragicômica, lá estavam João Henrique Catan, Marcos Pollon e Capitão Contar, grudados em Nikolas Ferreira como quem tenta pegar Wi-Fi emprestado em praça pública.
A tal “Caminhada pela Liberdade” virou, na prática, uma romaria atrás de engajamento. De longe, parecia a união da “direita raiz”. De perto — bem de perto — o que se via era um remake político de Os Três Patetas, cada um disputando quem aparecia mais no enquadramento do celular.
Não é difícil entender o desespero. Nikolas é um fenômeno digital: fala, viraliza; espirra, vira corte. O problema é que like não apresenta projeto, reels não resolve hospital, e dancinha não tapa buraco em estrada. Mato Grosso do Sul, definitivamente, não é movido a algoritmo.
Enquanto o trio gasta sola de sapato, pacote de dados e bateria externa para alimentar o TikTok e o Instagram, a política real — aquela chata, silenciosa, cheia de reuniões, articulações e trabalho de bastidor — segue acontecendo longe dos filtros, sem trilha épica e sem legenda em caixa alta.
Nos corredores do poder, o comentário é ácido e direto: muito palco, pouco resultado. Muito discurso para câmera, pouca entrega para o estado. Porque aqui, diferente da bolha digital, o eleitor ainda pergunta: “fez o quê?” — e não “quantas visualizações deu?”.
No fim das contas, o trio parada-dura pode até bombar no feed, mas política séria não é circo, não é show e muito menos live patrocinada pela própria vaidade. Resta saber se, quando a urna abrir, o eleitor vai lembrar do vídeo engraçadinho… ou de quem realmente trabalhou por Mato Grosso do Sul.
Fonte: Redação Raiz | Imagem: Gerada por IA/Gemini - Nano Banana
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