A morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, gerou forte comoção em Mato Grosso do Sul e mobilizou homenagens de instituições públicas e entidades ligadas à segurança. Considerada uma das pioneiras da presença feminina na Polícia Militar do estado, Marlene integrou a terceira turma de mulheres a serem formadas pela entidade em 1988, quando ainda havia várias restrições ao ingresso feminino. Ela foi vítima de feminicídio dentro de casa, em um crime que abalou colegas de farda e a sociedade.
A Associação e Centro Social dos Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul (ACSMP/MS) emitiu nota de pesar lamentando o que classificou como um assassinato covarde, ressaltando a dedicação de Marlene ao longo de décadas de serviço na corporação. A entidade também prestou solidariedade à família, amigos e companheiros de trabalho da subtenente, destacando o impacto da perda para toda a comunidade policial militar.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul também se manifestou oficialmente, publicando uma moção de pesar em reconhecimento à trajetória da militar. No documento, parlamentares ressaltaram a contribuição de Marlene para a consolidação da presença feminina na Polícia Militar sul-mato-grossense, lembrando sua atuação desde o ingresso na corporação, ainda nas primeiras turmas femininas.
O suspeito do crime, apontado como companheiro da vítima, foi identificado como Gilberto Jarson, de 50 anos. Ele já tem várias passagens pela polícia por ameaça, violência doméstica e associação criminosa. Gilberto segue preso e à disposição da justiça.
Confira a íntegra da nota de pesar da ACSMP/MS
É com profundo pesar que a ACS recebe a notícia do falecimento da subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, ocorrido nesta segunda-feira (6), em Campo Grande.
A subtenente construiu uma trajetória marcada pelo compromisso, pela disciplina e pelo respeito à farda. Sua partida representa uma perda irreparável para a corporação e para todos que tiveram a honra de conviver com sua dedicação profissional e humanidade.
Neste momento de dor, a ACS se solidariza com familiares, amigos e irmãos de farda, desejando força e conforto para enfrentar essa perda tão difícil.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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