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Quinta-feira, 23 de Abril 2026
Com nome associado aos casos de corrupção em Terenos, Urandir do “Et Bilu” nega envolvimento

Justiça

Com nome associado aos casos de corrupção em Terenos, Urandir do “Et Bilu” nega envolvimento

CEO do Instituto Dákila, antigo Projeto Portal, nega participação em fraudes e pede acesso ao processo

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Deflagradas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pela Promotoria de Justiça de Terenos na última quarta-feira (21), as operações Collusion e Simulatum ganharam notoriedade nos últimos dias ao investigar um esquema de fraudes em licitações e contratos públicos na Prefeitura e Câmara Municipal de Terenos, cidade vizinha a Campo Grande. As investigações apontam que empresas e indivíduos se associaram para fraudar concorrências e obter contratos relacionados a materiais, serviços gráficos e locação de equipamentos de som, com prejuízos ao erário desde 2021. Ao longo da ação foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão, além de prisões preventivas de pelo menos seis pessoas, em várias cidades como Campo Grande, Terenos e Rio Negro.

Dentre os nomes citados na investigação está o de Urandir Fernandes de Oliveira, que ganhou projeção nacional no episódio envolvendo o "ET Bilu", no final da década de 2000, e mais recentemente, pela divulgação de teorias sobre Ratanabá, uma super cidade que serviria como a capital do mundo por uma civilização ultra-avançada que teria existido há dezenas de milhões de anos onde hoje é a Floresta Amazônica, mas cuja existência é veementemente refutada por historiadores.

Atualmente, Urandir é mais conhecido por ser CEO do Instituto Dákila, antigo Projeto Portal, um núcleo de pesquisas dedicado a extraterrestres e temas afins. Ele foi relacionado em reportagens como sócio, em algumas empresas, de um dos presos: Francisco Elivaldo de Souza, o Eli Sousa, cujo grupo empresarial foi diretamente alvo das operações. Urandir e Eli são associados em empreendimentos como a BDM Dourado Digital Gestão de Ativos Ltda. e há proximidade física entre imóveis ligados às empresas mencionadas nas buscas.

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Urandir e sua defesa têm afirmado, de maneira explícita e formal, que ele não está incluído como investigado nas operações Collusion e Simulatum e que nem o Grupo Dákila nem seus dirigentes ou colaboradores figuram no rol de alvos ou citados no processo conduzido pelo Ministério Público. Em nota oficial, a assessoria jurídica ressaltou que a associação com o empresário preso se refere a relações societárias em outros contextos e que não há vínculo jurídico, patrimonial ou operacional entre o Dákila e as empresas investigadas. Urandir chegou a solicitar acesso aos autos do processo para demonstrar que não possui ligação com as fraudes, e fontes indicaram que seu nome chegou a constar erroneamente nos documentos, sendo posteriormente excluído.

O Instituto Dákila e suas subsidiárias, de acordo com as defesas de seus dirigentes, não participam de licitações públicas e não mantêm contratos com entes governamentais no período sob investigação pelo Gaeco. A menção a Urandir nas reportagens, ainda de acordo com a defesa, teria sido fruto de associação indevida e não de evidência de participação em práticas ilícitas. O caso tem várias ramificações e as investigações continuam.

Fonte: Redação Raiz, com informações de Midiamax e Campo Grande News | Imagem: Reprodução/Redes Sociais

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