Deflagradas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pela Promotoria de Justiça de Terenos na última quarta-feira (21), as operações Collusion e Simulatum ganharam notoriedade nos últimos dias ao investigar um esquema de fraudes em licitações e contratos públicos na Prefeitura e Câmara Municipal de Terenos, cidade vizinha a Campo Grande. As investigações apontam que empresas e indivíduos se associaram para fraudar concorrências e obter contratos relacionados a materiais, serviços gráficos e locação de equipamentos de som, com prejuízos ao erário desde 2021. Ao longo da ação foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão, além de prisões preventivas de pelo menos seis pessoas, em várias cidades como Campo Grande, Terenos e Rio Negro.
Dentre os nomes citados na investigação está o de Urandir Fernandes de Oliveira, que ganhou projeção nacional no episódio envolvendo o "ET Bilu", no final da década de 2000, e mais recentemente, pela divulgação de teorias sobre Ratanabá, uma super cidade que serviria como a capital do mundo por uma civilização ultra-avançada que teria existido há dezenas de milhões de anos onde hoje é a Floresta Amazônica, mas cuja existência é veementemente refutada por historiadores.
Atualmente, Urandir é mais conhecido por ser CEO do Instituto Dákila, antigo Projeto Portal, um núcleo de pesquisas dedicado a extraterrestres e temas afins. Ele foi relacionado em reportagens como sócio, em algumas empresas, de um dos presos: Francisco Elivaldo de Souza, o Eli Sousa, cujo grupo empresarial foi diretamente alvo das operações. Urandir e Eli são associados em empreendimentos como a BDM Dourado Digital Gestão de Ativos Ltda. e há proximidade física entre imóveis ligados às empresas mencionadas nas buscas.
Urandir e sua defesa têm afirmado, de maneira explícita e formal, que ele não está incluído como investigado nas operações Collusion e Simulatum e que nem o Grupo Dákila nem seus dirigentes ou colaboradores figuram no rol de alvos ou citados no processo conduzido pelo Ministério Público. Em nota oficial, a assessoria jurídica ressaltou que a associação com o empresário preso se refere a relações societárias em outros contextos e que não há vínculo jurídico, patrimonial ou operacional entre o Dákila e as empresas investigadas. Urandir chegou a solicitar acesso aos autos do processo para demonstrar que não possui ligação com as fraudes, e fontes indicaram que seu nome chegou a constar erroneamente nos documentos, sendo posteriormente excluído.
O Instituto Dákila e suas subsidiárias, de acordo com as defesas de seus dirigentes, não participam de licitações públicas e não mantêm contratos com entes governamentais no período sob investigação pelo Gaeco. A menção a Urandir nas reportagens, ainda de acordo com a defesa, teria sido fruto de associação indevida e não de evidência de participação em práticas ilícitas. O caso tem várias ramificações e as investigações continuam.
Fonte: Redação Raiz, com informações de Midiamax e Campo Grande News | Imagem: Reprodução/Redes Sociais
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