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Sexta-feira, 17 de Abril 2026
Incêndio na Serra do Amolar, região de difícil acesso do Pantanal, desafia brigadistas

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Incêndio na Serra do Amolar, região de difícil acesso do Pantanal, desafia brigadistas

Fogo começou no domingo e ainda não foi controlado. Região fica próxima à fronteira Brasil-Bolívia. Acesso de barco, partindo de Corumbá, pode demorar até 8 horas

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Um incêndio de grandes proporções atinge desde o último domingo (28) a Serra do Amolar, em uma das regiões mais remotas e sensíveis do Pantanal sul-mato-grossense. Segundo o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), responsável pela brigada Alto Pantanal, o fogo foi identificado pelo Sistema Pantera às 11h45, mas até agora não está sob controle. A área afetada está localizada próxima à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Acurizal e beira a fronteira com a Bolívia. 

O acesso ao local é extremamente dificultoso. Fontes apontam que o trajeto de barco pelo rio Paraguai, saindo de Corumbá, pode levar entre 5 a 8 horas para atingir o ponto mais próximo da Serra do Amolar. Além disso, parte do incêndio se situa em morrarias – elevações rochosas e vegetadas – o que complica o deslocamento de equipes e equipamentos até o foco das chamas. 

Na altura do morro, há relatos de chamas que se estendem por centenas de metros em inclinações acentuadas. A RPPN Acurizal, que fica nas imediações, é considerada área prioritária para conservação, o que eleva o grau de urgência no controle do fogo. Brigadistas do IHP informam que trabalham com prevenção para impedir que o fogo avance para a reserva e cruzar fronteiras.

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As imagens abaixo são do IHP

As condições climáticas reforçam a dificuldade da missão. No momento da detecção, a temperatura era de 36 °C, a umidade relativa do ar estava em 29 %, e ventos de cerca de 9 km/h sopravam na região — fatores que favorecem a propagação do fogo. O risco de incêndio era estimado em 94 %. 

As causas do incêndio ainda são investigadas, mas há indícios de que um raio pode ter provocado a ignição da vegetação no topo da morraria. Até o momento, equipes mantêm atuação com reforços previstos do Prevfogo/Ibama e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul.

Especialistas alertam para os riscos ecológicos: além da perda de flora e fauna locais, a fumaça pode atravessar áreas protegidas e cruzar fronteiras, dificultando o combate internacional. A persistência do fogo em morrarias e matas densas, aliada ao difícil acesso, torna a operação de controle um dos desafios mais complexos já enfrentados no Pantanal meridional.

FONTE/CRÉDITOS: Folha MS / O Estado Online
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Instituto do Homem Pantaneiro (IHP)
Kelson Carvalho

Publicado por:

Kelson Carvalho

Kelson Carvalho é reconhecido por sua atuação no jornalismo policial, trabalhou como repórter na "TV Guanandi (Band/MS)", "Câmara Municipal de Campo Grande" e nas Rádios "Segredo FM", "UCDB 91,5", "Educativa 104" e "Rádio Ind FM". (DRT 1513/MS)

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