Dois casos distintos envolvendo servidores ligados à Prefeitura de Campo Grande vieram a público em um intervalo de três dias e provocaram forte repercussão política e social. O primeiro envolve um servidor que denunciou um secretário municipal por estupro e assédio sexual e acabou exonerado do cargo, sendo posteriormente convidado a retornar. O segundo trata de um pastor que também atuava como coordenador de um Centro de Convivência de Idosos, denunciado por estupro de uma adolescente de 15 anos em 2019, fato revelado pela vítima apenas agora, aos 21 anos.
No primeiro caso, a denúncia partiu de um servidor municipal que relatou ter sido vítima de estupro e assédio por parte do então secretário municipal da Juventude, Paulo César Lands Filho. Após formalizar a acusação, ele foi exonerado da função que exercia na administração municipal. A situação ganhou contornos ainda mais delicados quando, após a repercussão do caso, houve a informação de que ele teria recebido convite para retornar ao cargo.
A divulgação da exoneração e da denúncia gerou intensa reação na Câmara Municipal. O vereador Maicon Nogueira (PP) se manifestou publicamente cobrando transparência, apuração rigorosa e eventual responsabilização, afirmando que a gravidade da acusação exige investigação célere e independente. Ele também questionou a exoneração do denunciante logo após a formalização da queixa, levantando debate sobre possível retaliação.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) também se pronunciou na tribuna, destacando a importância de proteção institucional a vítimas que denunciam violência sexual dentro da estrutura pública. Ela defendeu acompanhamento do caso pelo Legislativo e reforçou a necessidade de protocolos claros de acolhimento e de prevenção de assédio na administração municipal. Nas redes sociais, o episódio gerou mobilização significativa e pressão por respostas oficiais.
O segundo caso envolve o pastor Douglas Alves Mandu, descrito como servidor que atuava como coordenador de um CCI ligado à prefeitura. Segundo a denúncia, ele teria estuprado uma adolescente de 15 anos em 2019. A vítima, hoje com 21 anos, procurou as autoridades recentemente para formalizar a acusação. O caso foi tornado público durante o mesmo fim de semana em que o primeiro episódio ganhava repercussão.
A revelação de que o denunciado exercia função em equipamento público voltado a idosos ampliou a preocupação da população e de parlamentares. Embora o suposto crime não tenha relação direta com o ambiente de trabalho descrito, o vínculo com a estrutura municipal trouxe questionamentos sobre critérios de nomeação, fiscalização e acompanhamento funcional.
Em nota e manifestações públicas, a Prefeitura de Campo Grande informou que acompanha os desdobramentos e que os casos estão sob investigação das autoridades competentes. No primeiro episódio, houve sinalização de reavaliação administrativa após a repercussão. No segundo, ainda não está claro se haverá afastamentos ou medidas disciplinares formais. Ainda assim, a prefeita Adriane Lopes (PP) tem sido acusada por opositores e usuários de redes sociais de se omitir diante das graves acusações.
Fonte: Redação Raiz | Fotos: Pref CG/Divulgação/TopMídia News
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