Uma operação conjunta entre o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) resultou, na madrugada de domingo (1º), na prisão de sete pessoas e na apreensão de aproximadamente quatro toneladas de maconha em um acampamento clandestino na zona rural de Dourados, na região sul do estado. A ação, realizada no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, reuniu agentes que vinham monitorando a movimentação de ilícitos em uma estrada comumente utilizada por grupos criminosos para logística do tráfico.
Durante o flagrante, as equipes localizaram uma grande quantidade de entorpecente armazenada no acampamento e sete pistolas de diferentes marcas com carregadores, o que evidencia a robusta estrutura da organização. Segundo a investigação, havia uma divisão clara de funções no grupo, com alguns responsáveis pela guarda da droga e outros pelo suporte logístico e condução dos veículos.
Um dos pontos mais inusitados da operação foi a interceptação de um caminhão Volvo carregado com melancias, que havia atolado próximo ao acampamento enquanto fazia parte da logística criminosa. As autoridades descobriram que os criminosos planejavam aproveitar a carga lícita de frutas para ocultar ou substituir parte do entorpecente, estratégia comumente usada para tentar burlar fiscalizações nas rotas de transporte.
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Entre os presos no local, estavam três homens e quatro mulheres, todos flagrados durante a incursão policial. Os detidos, assim como as armas, os veículos e a droga, avaliada em aproximadamente R$ 8,3 milhões, foram encaminhados à sede da Defron em Dourados para os procedimentos legais e investigação complementar.
A ação reforça a atuação integrada das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado no Mato Grosso do Sul, especialmente nas áreas de fronteira, onde rotas clandestinas e acampamentos improvisados são frequentemente utilizados para armazenamento e transporte de ilícitos. A operação contou com apoio de setores de inteligência e representa mais um golpe na estrutura logística de grupos criminosos na região.
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