A 4ª Delegacia de Polícia Civil (DP) de Campo Grande, localizada no bairro das Moreninhas, encerrou definitivamente a custódia de presos em suas instalações, dando fim a um ciclo histórico de atribuições que vinham sendo desempenhadas pela unidade. A medida, anunciada nesta segunda-feira (2), marca a transição da delegacia para um papel focado exclusivamente em investigação criminal e atendimento à população, liberando investigadores e escrivães da rotina de vigilância e guarda de detentos.
Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), a transferência dos presos para o sistema prisional estadual foi resultado de articulação entre a PCMS, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) e seus órgãos vinculados, que viabilizaram a reorganização das vagas carcerárias. Com isso, a 4ª DP deixa de acumular atividades que historicamente desviavam recursos humanos e logísticos de sua função-fim, alinhando sua atuação ao que prevê a legislação nacional de segurança pública.
A delegada titular da 4ª DP, Sueili Araújo Lima Rocha, destacou que a mudança representa um avanço institucional, reconhecendo que a custódia de presos exigia grande esforço administrativo e estrutural. "Essa transferência representa um momento importante para a 4ª Delegacia de Polícia Civil. Nossa unidade, por muitos anos, exerceu a custódia de presos, acumulando uma atribuição que, embora necessária em determinado contexto, sempre exigiu grande esforço estrutural, humano e administrativo. O que se concretiza hoje é resultado de um trabalho de gestão contínuo, construído com diálogo institucional, planejamento e atuação integrada com todos os órgãos envolvidos. O ganho é institucional e operacional, sobretudo, para a sociedade, que passa a contar com uma delegacia mais focada, mais eficiente e mais preparada para atender o cidadão”, ressaltou.
Leia Também:
Além de ganhos operacionais, a medida também atende a princípios de direitos humanos, ao garantir que os detentos fiquem sob custódia em unidades projetadas para tal finalidade, com estrutura adequada para assistência médica, jurídica e social, conforme previsto na Lei de Execução Penal. De acordo com a assessoria da PCMS, a ação reforça o compromisso de modernização da polícia judiciária no estado, promovendo um modelo de segurança pública mais eficiente e centrado na investigação.
Fonte: Redação Raiz, com informações de PCMS | Foto: PCMS/Divulgação
Siga em nossas redes sociais
Instagram Facebook X (Twitter) Telegram Canal no WhatsApp
Youtube TikTok Kwai Fale Conosco
Comentários: