Um documento interno do Partido Liberal (PL), fotografado e divulgado em redes sociais e diversos veículos de imprensa nesta quarta-feira (25) causou um grande alvoroço na cena política não apenas em Mato Grosso do Sul como em todo o Brasil. Na folha de papel, com inscrições impressas e à a caneta, é possível ver o nome do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) ao lado da anotação “Pollon (pediu 15 mi para não ser candidato)”, sugerindo que ele teria exigido R$ 15 milhões para abrir mão de uma possível candidatura nas eleições de 2026. A imagem consta em um rascunho intitulado “situação nos estados”, atribuído ao senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), usado em reunião da cúpula do partido para discutir palanques regionais.
A revelação ganhou espaço em veículos de imprensa de grande abrangência nacional, como o jornal Folha de S.Paulo e em portais como UOL e Metrópoles, que noticiaram que as anotações manuscritas incluem avaliações sobre candidatos ao governo e ao Senado em diversos estados, entre eles Mato Grosso do Sul, onde o nome de Pollon aparece acompanhado da menção ao suposto pedido financeiro. Mais tarde, as anotações foram atribuídas a Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo mesmo partido de Pollon. O documento que, em tese, não deveria ter se tornado público, expõe o que podeiam ser as negociações internas do partido.
Os supostos detalhes escandalizaram parte dos opositores e chocou parte da militância partidária, mas os fatos foram negados por figuras influentes do partido. A polêmica foi tratada nacionalmente como um exemplo das tensões internas no PL às vésperas das eleições de outubro, se tornando um dos assuntos mais comentados sobre política, tanto em veículos de comunicação de direita, como nos de esqueda e nos neutros.
Além de Pollon, também consta nas anotações o nome da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, com anotação de R$ 5 milhões, e uma anotação sobre um alegado bom recall em pesquisas de Capitão Contar, político derrotado nas últimas eleições para governador e que tem pretenções de candidatura nas eleições de 2026. A confusão gerada pela circulação da foto do rascunho levou a reações imediatas nas redes sociais e nos bastidores políticos, com intenso esforço dos envolvidos em não deixar que a história tomasse grandes proporções.
Em resposta às acusações implícitas feitas pelas anotações, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concedeu declarações afirmando que a frase em questão “nunca aconteceu” e que ele anotou a informação como uma reportagem de terceiro sobre boatos que circulavam, e não como um registro de fato verificado. Flávio disse também que a divulgação tem sido “distorcida” pela imprensa, e que sua intenção era alertar o deputado Pollon sobre rumores, não relatar uma negociação concreta.
O deputado Marcos Pollon, por sua vez, negou veementemente qualquer pedido de valores para não ser candidato, classificando a sugestão como uma “campanha de assassinato de reputação” e reafirmando que não negocia sua candidatura ou posições políticas por dinheiro. Em mensagens publicadas nas redes sociais e em entrevistas, ele sublinhou que nunca solicitou R$ 15 milhões ou qualquer quantia para desistir de disputar cargos eletivos e ressaltou que continuará trabalhando com base em sua militância política e nas demandas de seus eleitores.
Fonte: Redação Raiz | Foto: Folha de S. Paulo/Reprodução
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