A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) divulgou, na manhã desta segunda-feira (23), por meio da Agência oficial de notícias do estado, a primeira entrega de fraldas geriátricas confeccionadas por internos no âmbito do Projeto Desdobrar – Cuidado e Dignidade. O material produzido no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) foi entregue a instituições parceiras, como o Sirpha Lar do Idoso e o Hospital São Julião, marcando o início da fase experimental de uso do produto.
Nesta etapa inicial, a oficina instalada dentro do IPCG capacitou dez reeducandos que produziram 1.760 unidades, distribuídas em pacotes para avaliação técnica. As fraldas ainda não serão entregues diretamente aos usuários finais, pois passarão por testes de absorção, conforto e desempenho com grupos de controle, envolvendo tanto idosos atendidos nas instituições parceiras quanto internos do próprio sistema prisional.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, destacou que a iniciativa se insere em um cenário mais amplo de trabalho e capacitação profissional dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul, que hoje reúne milhares de custodiados em atividades laborais e educacionais. Segundo a instituição, esse tipo de ação contribui para reduzir a ociosidade, promover inclusão social e preparar os internos para a vida em liberdade.
Idealizado em 2025 pelo juiz titular da 4ª Vara Criminal, José Henrique Kaster Franco, o projeto envolve a cooperação entre órgãos públicos e entidades sociais, incluindo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e o município de Campo Grande, que avalia a viabilidade de aquisição de insumos e remuneração dos internos. A proposta busca qualificar profissionalmente os participantes e, futuramente, estabelecer um modelo sustentável de produção.
Representantes das instituições parceiras ressaltaram a relevância da iniciativa, especialmente diante da alta demanda por fraldas geriátricas em ambientes de cuidado a idosos, onde o uso pode chegar a quatro unidades por dia por pessoa. O período de testes e o relatório técnico subsequente deverão orientar ajustes no produto e possíveis expansões da produção, sempre com foco na qualidade e na dignidade humana.
Fonte: Portal Raiz, com informações de Assessoria de Comunicação da Agepen/MS | Fotos: Divulgação
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